Ao contrário do que poderíamos todos fazer Frida Kahlo, a pintora mexicana conhecida por ter as sobrancelhas juntas e bigode, auto-retratava-se tal como era, salientando até os seus defeitos. A vida e obra desta pintora estão em exposição no CCB até Maio.
Levada por algum fascínio e curiosidade, lá fui eu no sábado, dia a seguir à abertura da exposiçao ao público, ao CCB. Chovia a cantaros, potes, choviam rios de água. As botas que trazia calçadas apertaram-me o pé esquerdo de tal modo que me fizeram calo (nada mais apropriado) e tive que andar o tempo todo em bicos de pés. Mas, não havia fila para comprar bilhetes e lá fui eu. Esperei dez minutos para entrar. Vi a placa que dizia que só deixavam entrar 150 visitantes de cada vez. E eu pensei, "bolas, a sala deve ser muito grande para 150 pessoas conseguirem circular e ver a exposição em condições". Ilusões... a sala não era assim tão grande, as obras estavam distribuídas por divisórias dentro da mesma sala e dei por mim em filinhas sucessivas para conseguir ler as legendas e ver de perto os prmenores da obra Unos cuantos piquetitos ou Auto-retrato com macaco (nem vi bem o macaco).
Exceptuando todas estas condicionantes a exposição vale a pena, não apenas pelas obras expostas, confesso que esperava mais, mas pela reconstrução em fotos dos grandes momentos da vida de Frida.
E os três Pastéis de Belém salvaram a tarde...
terça-feira, fevereiro 28
quarta-feira, fevereiro 22
video killed the radio star
Ter televisão é uma coisa engraçada, habituamo-nos de tal modo a ela que mesmo que não estejamos a prestar atenção sentimos a necessidade de a ter ligada.
Depois de muito ponderar lá decidi ir de televisor em braços até à Worten. Por sorte o aparelho ainda estava na garantia e mais sorte ainda tive em ter guardado o recibo de compra que serve de factura. Eles fazem de propósito porque sabem que ninguém guarda os talões das compras, enfim...
Na assistencia ao cliente, sempre muito eficiente, disseram-me que dentro de 30 dias me telefonavam para eu ir buscar o aparelho. Ora, perante este cenário sinto que estou perante duas realidades que se me impoem: ou me esqueço entretanto que tenho televisão e que preciso dela e faço a minha vidinha normal a ouvir o indigente da antena 3 todas as noites e a adormecer com o oceano pacífico, ou desgraço o orçamento de vez e compro uma nova, daquelas flat pannel...e quando vier a outra compro um canário e faço dela uma gaiola...
Depois de muito ponderar lá decidi ir de televisor em braços até à Worten. Por sorte o aparelho ainda estava na garantia e mais sorte ainda tive em ter guardado o recibo de compra que serve de factura. Eles fazem de propósito porque sabem que ninguém guarda os talões das compras, enfim...
Na assistencia ao cliente, sempre muito eficiente, disseram-me que dentro de 30 dias me telefonavam para eu ir buscar o aparelho. Ora, perante este cenário sinto que estou perante duas realidades que se me impoem: ou me esqueço entretanto que tenho televisão e que preciso dela e faço a minha vidinha normal a ouvir o indigente da antena 3 todas as noites e a adormecer com o oceano pacífico, ou desgraço o orçamento de vez e compro uma nova, daquelas flat pannel...e quando vier a outra compro um canário e faço dela uma gaiola...
terça-feira, fevereiro 21
Estado de espírito
Nova banda sonora neste meu espaço de desabafos, de visões e cegueiras momentâneas.
Estou cansada. Tive mais um fim de semana para esquecer, chuva, raios e trovões, árvores caídas na estrada onde conduzia, pouco tempo para estar com quem passo tempo quase nenhum.
A gripe foi-se, mas o dente do ciso resolveu nascer com toda a força e romper a gengiva de tal modo que mal consigo abrir a boca. Só pode querer dizer que nunca tive tanto juizo como agora!
Tenho uma semana cheia de reuniões e eventos para mediatizar. O que me confronta sempre com o nervoso miudinho e o stress e um camião tir a fazer pressão sobre as minhas costas a lembrar-me que é preciso ter muitos jornalistas, é preciso convidá-los, convencê-los, levá-los lá, fazê-los escrever. São os dois minutos na tv, e as três linhas nos jornais que servem para avaliar o meu trabalho...
Estou cansada. Tive mais um fim de semana para esquecer, chuva, raios e trovões, árvores caídas na estrada onde conduzia, pouco tempo para estar com quem passo tempo quase nenhum.
A gripe foi-se, mas o dente do ciso resolveu nascer com toda a força e romper a gengiva de tal modo que mal consigo abrir a boca. Só pode querer dizer que nunca tive tanto juizo como agora!
Tenho uma semana cheia de reuniões e eventos para mediatizar. O que me confronta sempre com o nervoso miudinho e o stress e um camião tir a fazer pressão sobre as minhas costas a lembrar-me que é preciso ter muitos jornalistas, é preciso convidá-los, convencê-los, levá-los lá, fazê-los escrever. São os dois minutos na tv, e as três linhas nos jornais que servem para avaliar o meu trabalho...
sexta-feira, fevereiro 17
o descanso da deusa
Chega ao fim uma semana que espremeu o meu corpinho e a minha mente como se de uma laranja se tratasse. Como se o volume de trabalho não fosse suficiente as dores de garganta e a gripe resolveram juntar-se à festa para piorar as coisas.
Sinto-me exausta! Completamente incapaz de fazer seja o que for.
Resta-me uma viagem de comboio até o norte do país e um fim-de-semana cheio de nada para fazer...
Sinto-me exausta! Completamente incapaz de fazer seja o que for.
Resta-me uma viagem de comboio até o norte do país e um fim-de-semana cheio de nada para fazer...
segunda-feira, fevereiro 13
O jornalismo perdeu as histórias
A comunicação e o jornalismo no nosso país chegaram a tal ponto que a condição para se fazer notícia de uma acção de rasteios cardiovasculares à população lisboeta, e lembro que as doenças cardiovasculares são a principal causa de morte em Portugal, é a pesença dos chamados vips.
Traduzo: a presença de Isabel Angelino e José Figueiras, por exemplo, tem mais importância para os dois jornais mais vendidos no nosso país do que a presença de médicos e técnicos de cardiopneumologia em plena Praça da Figueira a ensinar a população sobre como evitar que a gordura que ingerem lhes entupa as artérias e lhes provoque a morte.
E eu pergunto-me: que raio de país é este que só vende jornais pelas caras das pessoas que traz na primeira página e não pelas histórias que conta?
Traduzo: a presença de Isabel Angelino e José Figueiras, por exemplo, tem mais importância para os dois jornais mais vendidos no nosso país do que a presença de médicos e técnicos de cardiopneumologia em plena Praça da Figueira a ensinar a população sobre como evitar que a gordura que ingerem lhes entupa as artérias e lhes provoque a morte.
E eu pergunto-me: que raio de país é este que só vende jornais pelas caras das pessoas que traz na primeira página e não pelas histórias que conta?
domingo, fevereiro 12
Have a nice week
Resumo de um fim-de-semana em Lisboa:
- passei a noite de sexta-feira enfiada no quarto a trabalhar com o portátil à frente;
- no sábado ia a entrar num autocarro no Rossio e vi a mão de um senhor dentro do meu saco. A minha mãe está sempre a dizer-me para eu comprar sacos que tenham um fecho ou qualquer outro mecanismo que permitam isolar o conteúdo, mas eu penso sempre que nunca me acontece a mim. E só não aconteceu porque eu dei conta a tempo. Disse das boas ao homem em frente a toda a gente que estava a espera naquela paragem e ele acabou por esperar pelo próximo autocarro, pois naquele já não conseguia roubar nada.
- O Francisco Louçã foi praticamente meu companheiro do lado na sessão do filme Brokeback Mountain. Já o estou a ver nas próximas semanas a apresentar um projecto de lei a favor do casamento entre homosexuais. Viva o amor sem barreiras, se dois vaqueiros norte amercianos podem, Portugal também pode!! Eu até gostei do filme, é realmente uma bela história de amor, mas que só tem piada porque é entre dois homens. E tenho que confessar que algumas cenas me fizeram um pouco de confusão. Mas é sem dúvida uma forma de, á boa maneira americana, se resolver um tabu. Anda o cinema europeu há anos a fazer filmes do género para trazer a homosexualidade à boca do mundo e Hollywood reolveu a qustão com um só filme que ainda por cima esgota bilhteiras e está nomeado para oito Óscares!
- Hoje, domingo, acrordei mais cedo porque tinha a meu cargo a árdua tarefa de limpar a cozinha e o meu quarto forrado a papel de parede que acumulava pó em todos os malditos cantos. Acabei por fazer umas pequenas mudanças de decoração, mas o resultado não foi muito positivo. O meu lindo candeeiro IKEA ficou incomodado com a mudança de posição e queimou o fusivel, apagando-se de vez. E pior de tudo, a minha TV de 88 euros da worten, com menos de dois anos de uso, resolveu meter reforma antecipada e não me deixa ver coisa alguma. O som ainda ouço mas no lugar das imagens a cores está apenas um écra cinzento.
Domingo à noite refastelada numa cadeira na sala com os pés em cima do aquecedor.
O Herman toca no fundo para conseguir audiências.
Tenho 55 canais da TV Cabo e não consigo ver nenhum programa que agrade...
- passei a noite de sexta-feira enfiada no quarto a trabalhar com o portátil à frente;
- no sábado ia a entrar num autocarro no Rossio e vi a mão de um senhor dentro do meu saco. A minha mãe está sempre a dizer-me para eu comprar sacos que tenham um fecho ou qualquer outro mecanismo que permitam isolar o conteúdo, mas eu penso sempre que nunca me acontece a mim. E só não aconteceu porque eu dei conta a tempo. Disse das boas ao homem em frente a toda a gente que estava a espera naquela paragem e ele acabou por esperar pelo próximo autocarro, pois naquele já não conseguia roubar nada.
- O Francisco Louçã foi praticamente meu companheiro do lado na sessão do filme Brokeback Mountain. Já o estou a ver nas próximas semanas a apresentar um projecto de lei a favor do casamento entre homosexuais. Viva o amor sem barreiras, se dois vaqueiros norte amercianos podem, Portugal também pode!! Eu até gostei do filme, é realmente uma bela história de amor, mas que só tem piada porque é entre dois homens. E tenho que confessar que algumas cenas me fizeram um pouco de confusão. Mas é sem dúvida uma forma de, á boa maneira americana, se resolver um tabu. Anda o cinema europeu há anos a fazer filmes do género para trazer a homosexualidade à boca do mundo e Hollywood reolveu a qustão com um só filme que ainda por cima esgota bilhteiras e está nomeado para oito Óscares!
- Hoje, domingo, acrordei mais cedo porque tinha a meu cargo a árdua tarefa de limpar a cozinha e o meu quarto forrado a papel de parede que acumulava pó em todos os malditos cantos. Acabei por fazer umas pequenas mudanças de decoração, mas o resultado não foi muito positivo. O meu lindo candeeiro IKEA ficou incomodado com a mudança de posição e queimou o fusivel, apagando-se de vez. E pior de tudo, a minha TV de 88 euros da worten, com menos de dois anos de uso, resolveu meter reforma antecipada e não me deixa ver coisa alguma. O som ainda ouço mas no lugar das imagens a cores está apenas um écra cinzento.
Domingo à noite refastelada numa cadeira na sala com os pés em cima do aquecedor.
O Herman toca no fundo para conseguir audiências.
Tenho 55 canais da TV Cabo e não consigo ver nenhum programa que agrade...
terça-feira, fevereiro 7
blink and you'll miss it
Quando pensamos que estamos a fazer tudo o que está a o nosso alcance para que a outra pessoa sinta que estamos a partilhar o melhor de nós, do nada surgem palavras que não esperávamos ouvir e que nos poem a pensar para que raio nos esforçamos tanto.
No fundo, acho que a todas as relações, sejam elas de que índole forem, se aplica a velha máxima: dás a mão e eles querem-te o braço. E eu dou-me conta de que também já dei o braço, mas prefiro ficar por aqui.
Se não valorizamos o que temos à frente o melhor é deixá-lo solto para que outros lhe possam dar valor...
No fundo, acho que a todas as relações, sejam elas de que índole forem, se aplica a velha máxima: dás a mão e eles querem-te o braço. E eu dou-me conta de que também já dei o braço, mas prefiro ficar por aqui.
Se não valorizamos o que temos à frente o melhor é deixá-lo solto para que outros lhe possam dar valor...
sexta-feira, fevereiro 3
Contra relógio
Crescemos depressa demais.
De repente só temos fotografias para nos lembrarmos da infância. Os amigos começam a casar-se de repente ao ritmo de um ou dois por ano. E eu ponho-me a pensar, será que são eles que têm pressa ou serei eu que acho que uma decisão destas quanto mais tarde for tomada, melhor?
As responsabilidades desabam-nos em cima diariamente. Já ninguem paga as contas por nós, ninguém nos trata da roupa, ninguém tem o jantar pronto quando chegamos a casa. De repente somos só nós, a levantarmo-nos da cama quase de madrugada, todos os dias, a chegar ao emprego, abrir a agenda e ver onde vamos gastar o tempo, a beber um café que não sabe a café, a dar uma vista de olhos nos jornais, a conferir o email...
De repente já não somos adolescentes. Já não nos são permitidas determinadas atitudes, todos esperam o melhor de nós, e nós ansiamos pelo sucesso. Aos 25 anos não temos nada e queremos tudo. Ainda não somos adultos mas já não somos adolescentes. Ainda não conseguímos o sucesso, mas provamos todos os dias que, mais cedo ou mais tarde, vamos lá chegar.
Será de mim, ou aos 25 anos o mundo parece correr depressa demais para o conseguirmos acompanhar?
De repente só temos fotografias para nos lembrarmos da infância. Os amigos começam a casar-se de repente ao ritmo de um ou dois por ano. E eu ponho-me a pensar, será que são eles que têm pressa ou serei eu que acho que uma decisão destas quanto mais tarde for tomada, melhor?
As responsabilidades desabam-nos em cima diariamente. Já ninguem paga as contas por nós, ninguém nos trata da roupa, ninguém tem o jantar pronto quando chegamos a casa. De repente somos só nós, a levantarmo-nos da cama quase de madrugada, todos os dias, a chegar ao emprego, abrir a agenda e ver onde vamos gastar o tempo, a beber um café que não sabe a café, a dar uma vista de olhos nos jornais, a conferir o email...
De repente já não somos adolescentes. Já não nos são permitidas determinadas atitudes, todos esperam o melhor de nós, e nós ansiamos pelo sucesso. Aos 25 anos não temos nada e queremos tudo. Ainda não somos adultos mas já não somos adolescentes. Ainda não conseguímos o sucesso, mas provamos todos os dias que, mais cedo ou mais tarde, vamos lá chegar.
Será de mim, ou aos 25 anos o mundo parece correr depressa demais para o conseguirmos acompanhar?
terça-feira, janeiro 31
Dias iguais
Há dias em que temos que engolir uns sapos e fingir um sorriso para conseguir continuar a conversa, evitando a faísca.
Há outros em que viramos as costas e deixamos a insignificancia a falar sozinha...
As coisas só têm valor se forem valorizadas por alguém!
Adiante...
A minha saga em busca de um pequeno chalet continua, mais calma contudo dada a avalancha de telefonemas para fazer e para atender, de orçamentos para pedir, datas e reuniões para marcar. Os dias passam depressa, uma confusão aqui um rejubilo ali e a rotina instala-se cada vez mais profundamente nesta minha nova profissão que me agrada, mas que tem os seus desafios.
Isto tudo para dizer que continuo entre paredes forradas a papel. E esta noite parece Natal outra vez, tal as vezes que o quadro da electricidade vai abaixo... Haja paciência!
Há outros em que viramos as costas e deixamos a insignificancia a falar sozinha...
As coisas só têm valor se forem valorizadas por alguém!
Adiante...
A minha saga em busca de um pequeno chalet continua, mais calma contudo dada a avalancha de telefonemas para fazer e para atender, de orçamentos para pedir, datas e reuniões para marcar. Os dias passam depressa, uma confusão aqui um rejubilo ali e a rotina instala-se cada vez mais profundamente nesta minha nova profissão que me agrada, mas que tem os seus desafios.
Isto tudo para dizer que continuo entre paredes forradas a papel. E esta noite parece Natal outra vez, tal as vezes que o quadro da electricidade vai abaixo... Haja paciência!
quarta-feira, janeiro 18
Pensamento da meia noite
Nos últimos dias tenho feito um esforço para não dizer aquilo que penso de modo a não ferir susceptibilidades. Mas depois fico a matutar naquilo e a pensar que não posso deixar que pensem que sou quem eu não sou.
Isto não me está a sair muito bem. Mas quero eu dizer com isto que desde sempre me conheci calma o suficiente para ouvir e dar desprezo. E agora dou comigo a querer trocar argumentos e impor-me.
Será que antes era uma paz de alma, ou será que perdi a paciência e não me dei conta disso?
Isto não me está a sair muito bem. Mas quero eu dizer com isto que desde sempre me conheci calma o suficiente para ouvir e dar desprezo. E agora dou comigo a querer trocar argumentos e impor-me.
Será que antes era uma paz de alma, ou será que perdi a paciência e não me dei conta disso?
terça-feira, janeiro 17
A saga continua
Já sei de cor os preços e as condições da maioria das casas que constam nos sites de imobiliárias mais conhecidas e inclusivamente consigo detectar as novidades introduzidas todos os dias em casa site. É fantástico não é?
Infelizmente é triste pensar que, independentemente da imobiliária com quem oficializar o negócio, cerca de 5% do valor que vou pagar pela casa vai direitinho para o bolso deles. Mas cada um ganha a vida como pode não é?
Devo dizer, contudo, que a minha ainda breve experiência nesta área, me permite dizer que os vendedores da Remax são assustadores. Na minha primeira visita a um t2 duplex (com muito bom aspecto nas fotografias) a vendedora deixou-me 20 minutos a espera numa rua que metia medo ao susto num dia em que chovia torrencialmente. Para além disso, deve ter olhado para mim e pensado que se eu não tinha dinheiro para comprar um guarda-chuva (tinha levado com uma carga de água a caminho da tal casa a visitar) também não teria para comprar uma casa.A verdade é que apesar de termos trocado contactos e de ter especificado quais as zonas e preços preferenciais, nunca mais ouvi falar de tal senhora.
A casa até nem era má, exceptuando o facto de na cozinha só caber uma pessoa, das escadas que conduziam à suite serem tão ingremes e tão pequeninas que colocando o pé de lado ainda ficava metade de fora, das escadas do prédio serem forradas com aquelas passadeiras de plástico da casa dos nossos tetravós e de no prédio morarem duas velhinhas há anos que provavelmente deviam ter uma criação de gatos (10 cada uma no mínimo).
E a saga continua....
Infelizmente é triste pensar que, independentemente da imobiliária com quem oficializar o negócio, cerca de 5% do valor que vou pagar pela casa vai direitinho para o bolso deles. Mas cada um ganha a vida como pode não é?
Devo dizer, contudo, que a minha ainda breve experiência nesta área, me permite dizer que os vendedores da Remax são assustadores. Na minha primeira visita a um t2 duplex (com muito bom aspecto nas fotografias) a vendedora deixou-me 20 minutos a espera numa rua que metia medo ao susto num dia em que chovia torrencialmente. Para além disso, deve ter olhado para mim e pensado que se eu não tinha dinheiro para comprar um guarda-chuva (tinha levado com uma carga de água a caminho da tal casa a visitar) também não teria para comprar uma casa.A verdade é que apesar de termos trocado contactos e de ter especificado quais as zonas e preços preferenciais, nunca mais ouvi falar de tal senhora.
A casa até nem era má, exceptuando o facto de na cozinha só caber uma pessoa, das escadas que conduziam à suite serem tão ingremes e tão pequeninas que colocando o pé de lado ainda ficava metade de fora, das escadas do prédio serem forradas com aquelas passadeiras de plástico da casa dos nossos tetravós e de no prédio morarem duas velhinhas há anos que provavelmente deviam ter uma criação de gatos (10 cada uma no mínimo).
E a saga continua....
sexta-feira, janeiro 13
Desabafo
Ontem à noite estive muito perto de arrancar os cabelos a alguém.
Sabem quando nos começa a subir assim uns calores e já não aguentamos ver a pessoa à nossa frente a dar ordens e a falar da nossa vida como se tivesse alguma autoridade para o fazer? É o que dá viver com pessoas desconhecidas, pensam que só porque partilhamos o mesmo espaço podem impor limites ao que fazemos.
Era só o que me faltava!
Sabem quando nos começa a subir assim uns calores e já não aguentamos ver a pessoa à nossa frente a dar ordens e a falar da nossa vida como se tivesse alguma autoridade para o fazer? É o que dá viver com pessoas desconhecidas, pensam que só porque partilhamos o mesmo espaço podem impor limites ao que fazemos.
Era só o que me faltava!
quarta-feira, janeiro 11
Um regalo para os olhos
Depois de muito insistir com o meu mais que tudo e lhe fazer as vontadinhas todas durante uns dias, eis que ele me apresenta a sugestão perfeita para adornar a Cegueira. Digam lá se não está simplesmente perfeito?
terça-feira, janeiro 10
O presente é passado já
Pensamos sempre no futuro como estando longe demais. Como se ainda fosse cedo para fazermos o que queremos, ou como se ainda não fosse altura para o fazer porque nos sentimos ainda muito jovens para assumir determinadas coisas.
O presente transforma-se assim numa espécie de época de transição. Sentimos que ainda estamos a iniciar a nossa vida de adultos, mas olhando para trás e fazendo contas ao tempo ido, já lá vão dois anos.
E o que é que eu consegui nestes dois anos?
Alguma estabilidade é certo, sentido de responsabilidade, mais convicção nas minhas decisões, mas no fundo, e equacionando todos os pratos da balança sou ainda aquela rapariga que saiu da universidade a acreditar que ia conquistar o mundo inteiro. Ainda é cedo, insisto em pensar. Mas será realmente?
O presente transforma-se assim numa espécie de época de transição. Sentimos que ainda estamos a iniciar a nossa vida de adultos, mas olhando para trás e fazendo contas ao tempo ido, já lá vão dois anos.
E o que é que eu consegui nestes dois anos?
Alguma estabilidade é certo, sentido de responsabilidade, mais convicção nas minhas decisões, mas no fundo, e equacionando todos os pratos da balança sou ainda aquela rapariga que saiu da universidade a acreditar que ia conquistar o mundo inteiro. Ainda é cedo, insisto em pensar. Mas será realmente?
segunda-feira, janeiro 9
Relax

Estou com uma dor de cabeça tremenda. O dia foi um bocadinho mais movimentado do que habitual, e isso foi o suficiente para que corpo e mente se ressentissem. Ainda não estava preparada para o trabalho, após três semanas de puro ócio.
Como se não bastasse, chegar a casa e entrar na cozinha para fazer o jantar é uma aventura! Até conseguir reunir os ingredientes no balcão tenho que arrumar pilhas de louça, descer três andares para despejar o lixo e fechar todas as janelas que as "queridas" com quem eu (para mal de todos os meus pecados) partilho a casa. Quem é que deixa as janelas abertas todo o dia em pleno Inverno? Eu podia fazer uma lista de estranhos fenómenos com os quais me deparo nestas quatro paredes forradas a papel de mau gosto, mas hoje não estou para isso.
Vou refastelar-me neste meu quarto alugado a preço de ouro que, longe de ser o céu, me parece,hoje, mais aconchegante do que nunca.
Como banda sonora tenho o voz do moço que queria ser moça: o fantástico Antony... and the Johnsons.
terça-feira, janeiro 3
Ao quarto dia de 2006

Apesar de já estar com um pé em 2006, o ano que passa deixa boas e más recordações que, inevitavelmente vão influenciar os 365 dias que temos pela frente e que ainda estão frescas na memória.
Para mim 2005 foi um ano de afirmação profissional, passei a ocupar um cargo de responsabilidade, ainda que discretamente. Seis meses depois perdi-o. Fecha A Capital, a ameaça cumpriu-se sem que pudessemos fazer nada e, no prazo de uma semana, ficamos sem posto de trabalho. Agosto não foi um mês de férias mas de desespero, sem saber se o regresso a Lisboa valeria a pena. O que fazer? A pergunta que não me largava a perna. Fazia eco em todo o lado.
Em Setembro os meus dias conhecem novas rotinas, novo emprego, novas caras. Uma agradável surpresa que me fez pensar na minha valorização pessoal, no que sou capaz de fazer para além do jornalismo. Até que ponto conseguimos suportar um emprego em que não somos reconhecidos pelo que fazemos? No fundo, tinha consciência de que precisava de mudar, talvez tenha sido melhor assim, ou não, nunca saberei.
Neste ano espero conseguir construir o meu espaço. 2005 foi também o ano em que percebi que precisamos de arriscar muito para conseguir alguma coisa na vida. Dividir casa é uma ideia fantástica para quem quer sair da saia dos pais, para quem vai estudar para fora. Mas seis anos são mais do que suficientes para chegar ao limite.
Quero continuar a minha formação académica. Tenho saudades de estudar. Ler livros não é o suficiente. Quero voltar a investigar, apresentar conclusões.
Não sei como vou conciliar tudo isto, mas quero arriscar.
quinta-feira, dezembro 29
4º sentido

Tenho saudades de escrever.
Tenho saudades do meu bloco de notas e do meu gravador, guardado numa caixinha à espera que lhe volte a por pilhas.
De esperar para ouvir as pessoas ou de ir atrás delas.
De contar as histórias dos outros.
De encadear as ideias e os argumentos.
De não ter mais para dizer e ainda ter meia página para preencher.
De ter a sensação de não ter escrito nada e ver a página cheia.
De ouvir dizer que o título não é bom. De pensar noutro rapidamente que ainda me sai pior.
Tenho saudades do jornalismo.
Que o futuro me traga, de novo, um lugar nesse mundo...
quinta-feira, dezembro 22
O Natal e as compras
O Natal está à porta. Já comprei todas as prendas e, das duas uma: ou tenho mais dinheiro do que no ano passado por esta altura ou estou uma mãos largas.
Ainda assim reconheço que comprar não é de todo o espírito do Natal, mas a verdade é que é impossível passar ao lado de tanta azáfama. Coitadinhõs dos moços que passam o dia todo no Toys'r'us a fazer embrulhos!!
Quando era "pikena" acordava na manhã do dia 25 e ía a correr para a árvore para desembrulhar os presentes. Nesse dia era eu a acordar os meus pais tal era a euforia. Sempre fui uma criança inteligente e precoce (pouco dada a histórias ficcionais, portanto) e nunca acreditei muito na história do Pai Natal. Aliás, não percebo como é que os miúdos de hoje, que nascem a saber mexer em computadores, a falar inglês e a perceber de tudo quanto é aprarelho high tech ainda caem na história das renas e do Pai Natal a descer pela chaminé. Mas isso é outra história.
O que eu queria dizer com isto tudo é que, infelizmente, a ideia de união e de amizade se perde cada vez mais. Transformamos tudo o que sentimos em prendas, dos chineses, das lojas bagatela, da gant, dependendo do lugar que a pessoa ocupa na nossa escala de consideração.
Como foi que nos tornamos assim?
Ainda assim reconheço que comprar não é de todo o espírito do Natal, mas a verdade é que é impossível passar ao lado de tanta azáfama. Coitadinhõs dos moços que passam o dia todo no Toys'r'us a fazer embrulhos!!
Quando era "pikena" acordava na manhã do dia 25 e ía a correr para a árvore para desembrulhar os presentes. Nesse dia era eu a acordar os meus pais tal era a euforia. Sempre fui uma criança inteligente e precoce (pouco dada a histórias ficcionais, portanto) e nunca acreditei muito na história do Pai Natal. Aliás, não percebo como é que os miúdos de hoje, que nascem a saber mexer em computadores, a falar inglês e a perceber de tudo quanto é aprarelho high tech ainda caem na história das renas e do Pai Natal a descer pela chaminé. Mas isso é outra história.
O que eu queria dizer com isto tudo é que, infelizmente, a ideia de união e de amizade se perde cada vez mais. Transformamos tudo o que sentimos em prendas, dos chineses, das lojas bagatela, da gant, dependendo do lugar que a pessoa ocupa na nossa escala de consideração.
Como foi que nos tornamos assim?
quarta-feira, dezembro 14
Quero uma casa deste tamanho

Castelo de Palmela
Já estou de olhos postos em 2006. Não gosto de fazer aquelas listas de coisas que queremos mudar ou fazer no ano que se aproxima, porque acabamos sempre por deixá-las a meio. Para 2006 tenho um objectivo: ter uma casa só para mim, seja alugada, comprada, ocupada, roubada, não me interessa!
Há 7 anos que partilho casas com pessoas mais ou menos desconhecidas, tempo suficiente para estar à beira de uma ruptura na minha saúde mental.
Esperar para usar o wc, querer fazer o jantar e ter os bicos do fogão todos ocupados, aturar os namorados das vizinhas de quarto aos fins-de-semana, isto quando não vêm para cá fazer ranger a cama aos dias de semana ao ponto de uma pessoa ter que bater na parede (é verdade, aconteceu num dia de pouca paciência, bati na parede e o rapaz foi embora! lol)São apenas alguns dos motivos fortes para ganhar juízo e me deixar disto. A dificuldade está mesmo no dinheiro. Os euros não abundam, é certo, mas se deixar de comprar umas quantas peças de roupa por mês sou capaz de conseguir! Quem vai sofrer é o armário, mas não podendo cortar nos livros nem nos CDs nem no cinema nem nos jantares com o meu mais que tudo, é o que me resta...
segunda-feira, dezembro 12
De volta

A pedido de muitas famílias voltei a dar corda aos dedos.
Neste tempo em que deixei A Cegueira às escuras, a minha vida deu uma reviravolta. Deixei o jornalismo. Passei para o outro lado do passeio. A separar a assessoria e o jornalismo está apenas um riacho que se atravessa sem termos que arregaçar as calças. E eu molhei os pés e passei para o outro lado por uma razão simples: sobrevivência.
E a minha vida ganhou novas rotinas a que me acostumei. E não penso muito no que ficou para trás porque não queria ser mais uma a contar para as estatisticas do desemprego.
O meu amigo Marco, do outro lado do mundo, diz que se não escrevo é porque a vida me corre bem. O truque é mesmo acordar de manhã e seguir em frente, estou a aprender a não pesar os gramas de cada decisão que tenho que tomar!
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