O concerto de sexta feira foi excelente! Tenho que confessar que fiquei um bocadinho desiludida no principio porque facilmente percebemos que a meia dúzia de gajos em cima do palco está ali para aproveitar e a borrifar-se para um Pavilhão Atlântico certamente esgotado. Contudo, quando pensávamos que aquilo deveria estar mesmo a terminar começa o concerto a sério com os grandes êxitos que todos conhecem de cor e salteado. O melhor foi sem dúvida a abertura com Everyday, a interpretação de Too Much e o solo do Dave em Gravedigger. Três horas de concerto que me fizeram sentir velhota pela tremenda dor de pernas com que saí de lá. Como é que eu aguentava, há 3 anos atrás, uma semana de noitadas na Queima? Meus amigos...os anos afinal pesam...
E agora uma coisa que não tem nada a ver. Já alguém viu o novo anúncio do Seat Leon? Eu nunca me identifiquei tanto com um anúncio como com este.No fim deixam-nos com uma frase deliciosa que me serve que nem uma luva:
As melhores coisas da vida não são as que nos pertencem, mas as que são donas de nós...
terça-feira, maio 29
quarta-feira, maio 2
It all comes down to nothing
Sabem quando pensam que dão tudo a uma pessoa, que dão o vosso melhor para que as coisas corram bem, para que a pessoa sinta que gostamos dela, que fazemos as coisas por ela e, ainda assim, essa pessoa, que vocês pensavam que vos conhecia melhor do que ninguém, vos atira à cara que os dias que passam juntos se estão a tornar rotina e são uma merda? Assim...
Desiludida.
Penso nos quatro anos que estão para trás, no que se pensa que está pela frente e que às vezes pensamos se irá acontecer, se será mesmo aquilo que queremos, se temos a certeza, se valerá a pena.
Indiferente.
Insistes na mesma coisa uma e outra e mais uma vez como se alguma coisa mudasse por insistires tanto. Eu já não sei se me importo, se quero saber. A sério, às vezes não sei...já não sei. Uma e outra vez insisites que eu sou isto, que eu nunca faço o que queres, como se de há quatro anos para cá fosse eu sozinha a ditar as regras deste jogo.
Ferida.
Tenho gravadas em mim desilusões que nunca superei. Histórias que me feriram fundo e que eu pensava poder passar por cima, mas não deu. Não dá. Há coisas que não se esquecem. Esta é mais uma delas. Mais uma que me atiras à cara. Consegues relativizar tudo, diminuir tudo a alguma coisa que achas que eu tenho de mal, um defeito.
Chegas aqui com essas histórias que não me dizem nada, toda a gente faz e nós também devíamos fazer, toda a gente vai e nós também devíamos ir. Há coisas que toda a gente faz e tu não fazes, coisas com que toda a gente se importa e tu nem aí, coisas que me preocupam e que tu dizes que estás a tratar disso para daqui a uns anos... E essas coisas? E as coisas que eu acho importantes? Não te interessa falar disso, dessas coisas. Adias tudo para daqui a uns anos. Já não sei se temos esse tempo todo...
Desiludida.
Penso nos quatro anos que estão para trás, no que se pensa que está pela frente e que às vezes pensamos se irá acontecer, se será mesmo aquilo que queremos, se temos a certeza, se valerá a pena.
Indiferente.
Insistes na mesma coisa uma e outra e mais uma vez como se alguma coisa mudasse por insistires tanto. Eu já não sei se me importo, se quero saber. A sério, às vezes não sei...já não sei. Uma e outra vez insisites que eu sou isto, que eu nunca faço o que queres, como se de há quatro anos para cá fosse eu sozinha a ditar as regras deste jogo.
Ferida.
Tenho gravadas em mim desilusões que nunca superei. Histórias que me feriram fundo e que eu pensava poder passar por cima, mas não deu. Não dá. Há coisas que não se esquecem. Esta é mais uma delas. Mais uma que me atiras à cara. Consegues relativizar tudo, diminuir tudo a alguma coisa que achas que eu tenho de mal, um defeito.
Chegas aqui com essas histórias que não me dizem nada, toda a gente faz e nós também devíamos fazer, toda a gente vai e nós também devíamos ir. Há coisas que toda a gente faz e tu não fazes, coisas com que toda a gente se importa e tu nem aí, coisas que me preocupam e que tu dizes que estás a tratar disso para daqui a uns anos... E essas coisas? E as coisas que eu acho importantes? Não te interessa falar disso, dessas coisas. Adias tudo para daqui a uns anos. Já não sei se temos esse tempo todo...
quinta-feira, abril 26
Damaged
É assim que me apetece estar. Sentada numa cadeira a olhar para o vazio. À procura de alguma coisa que me chame a atenção, que me desperte para outra realidade. Hoje cheguei ao escritório e percebi que dentro de uma semana seria uma das 5 pessoas mais antigas daquela casa. É tudo tão estranho... Continuo ainda com mais força para continuar e fazer o meu trabalho melhor do que nunca, agora que ele é mais preciso do que nunca.
Não posso deixar, contudo, de comparar situações, embora não tenham muito em comum. Quando o jornal A Capital estava prestes a fechar o único a abandonar o barco foi o Director. A redacção, os jornalistas, nós permanecemos ali até ao último dia. Bem depois do último dia, aliás. Depois da última edição ainda marcávamos cafés, ainda dávamos um pulo à minuscula sala de café e sentíamos aquele vazio e aquele silêncio entranharem-se na pele, e doía. Custou-nos muito a aceitar que aquilo era o fim, a abandonar o barco quando ele já não existia e estávamos todos a pôr os coletes salva-vidas o mais depressa possível para não ir ao fundo.
Aqui a crise não é a falta de dinheiro, a falta de clientes, mas a saída de grande parte dos colaboradores com mais experiência. Assim uns a seguir aos outros como se fosse agora ou nunca, "se tu vais eu também não fico" e assim sucessivamente. É claro que não é perfeito, nada é perfeito, mas será que numa altura destas não se deve dar uma segunda oportunidade? Eu estava no desemprego quando me deram a mão e me ensinaram tudo o que eu sei hoje. São coincidências apenas, certamente, mas que não se repetem muitas vezes.
Seguir em frente é o que devemos fazer. De uma maneira ou de outra, é bom saber que temos um sítio onde precisam de nós amanhã...
quarta-feira, abril 25
Inesita
Dois dias depois nova saída. Desta vez a minha querida Inesita. Que não merercia a maneira como as coisas aconteceram. Ela que é certamente a pessoa mais correcta e honesta que eu alguma vez conheci e que era incapaz de fazer o que quer que fosse para prejudicar alguém.
Ontem foi um daqueles dias que passaram por mim sem que eu conseguisse encontrar um lugar para o viver. Inquieta, revoltada, triste, assisti à partida de uma amiga que entrou comigo neste barco há mais de um ano atrás sem saber o que esperar desta nova aventura. Vínhamos as duas com o jornalismo entalado na garganta. Desiludidas por estarmos a mudar de rumo sem saber se era mesmo aquilo que queríamos. A medo, mas com muita coragem, seguímos em frente. Ficámos conhecidas como siamesas. Mas nunca ví isso como uma coisa má. Eu sabia que podia contar contigo e tu sabias que podias contar comigo e era só isso. Mas era isso, é ainda isso, que muitos não entendem, uma amizade sem interesses. Os nossos almoços a correr, as nossas cafezadas na Alameda, a festa que fazíamos quando conseguíamos uma Tv num evento qualquer. Tu rias sempre quando eu desligava o telefone e abanava os braços, queria apenas dizer que tinha mais uma confirmação para o evento. São apenas algumas das coisas que vou lembrar com carinho.
Sei que vais ficar bem. Que este é um ano de mudanças na tua vida, esta é apenas mais uma a que te vais adaptar facilmente, tenho a certeza, just have a little patience :).
E eu vou estar deste lado como sempre para continuarmos a partilhar os nossos pequenos mundos. E isso nunca vai mudar...
Marcamos então aquela almoçarada?
Um beijinho grande e até já...
Ontem foi um daqueles dias que passaram por mim sem que eu conseguisse encontrar um lugar para o viver. Inquieta, revoltada, triste, assisti à partida de uma amiga que entrou comigo neste barco há mais de um ano atrás sem saber o que esperar desta nova aventura. Vínhamos as duas com o jornalismo entalado na garganta. Desiludidas por estarmos a mudar de rumo sem saber se era mesmo aquilo que queríamos. A medo, mas com muita coragem, seguímos em frente. Ficámos conhecidas como siamesas. Mas nunca ví isso como uma coisa má. Eu sabia que podia contar contigo e tu sabias que podias contar comigo e era só isso. Mas era isso, é ainda isso, que muitos não entendem, uma amizade sem interesses. Os nossos almoços a correr, as nossas cafezadas na Alameda, a festa que fazíamos quando conseguíamos uma Tv num evento qualquer. Tu rias sempre quando eu desligava o telefone e abanava os braços, queria apenas dizer que tinha mais uma confirmação para o evento. São apenas algumas das coisas que vou lembrar com carinho.
Sei que vais ficar bem. Que este é um ano de mudanças na tua vida, esta é apenas mais uma a que te vais adaptar facilmente, tenho a certeza, just have a little patience :).
E eu vou estar deste lado como sempre para continuarmos a partilhar os nossos pequenos mundos. E isso nunca vai mudar...
Marcamos então aquela almoçarada?
Um beijinho grande e até já...
sábado, abril 21
A Alegria do Tejo
Ela era uma daquelas pessoas que se conhecem pelas circunstâncias da profissão. Sim, o nome Alegria não me era estranho. Já tinha ouvido a voz e o riso dela do outro lado do telefone a perguntar-me se eu ia estar presente num evento qualquer...
Entrou no open space e encontrou os mesmos amigos de sempre, que tinha deixado há uns anos e também outras caras que cedo conquistou.
Não houve um unico dia em que a agência não tivesse parado para rir contigo. A tua simplicidade e sinceridade conquistou-me no dia em que partilhámos um pouco mais das nossas vidas, do que sentimos cá dentro. Do que nem está definido para nós, mas que precisamos de partilhar com alguém. E assim nasce uma amizade.
Hoje é o dia em que perdemos a tua companhia diariamente. Tentámos prolongá-lo ao máximo mas não deu para esticar mais as horas. Não, não é uma despedida e não, não chores que já chega... É um até já, uma até ao passeio prometido na tua canoa.
Para nós a Alegria serás sempre tu...
Sê feliz!
Entrou no open space e encontrou os mesmos amigos de sempre, que tinha deixado há uns anos e também outras caras que cedo conquistou.
Não houve um unico dia em que a agência não tivesse parado para rir contigo. A tua simplicidade e sinceridade conquistou-me no dia em que partilhámos um pouco mais das nossas vidas, do que sentimos cá dentro. Do que nem está definido para nós, mas que precisamos de partilhar com alguém. E assim nasce uma amizade.
Hoje é o dia em que perdemos a tua companhia diariamente. Tentámos prolongá-lo ao máximo mas não deu para esticar mais as horas. Não, não é uma despedida e não, não chores que já chega... É um até já, uma até ao passeio prometido na tua canoa.
Para nós a Alegria serás sempre tu...
Sê feliz!
segunda-feira, abril 2
Hoje 2
O que é que fazemos quando julgamos viver histórias que não são nossas? Quando lutamos durante anos para depois nos apercebemos que não é nada disto que queremos? Pensámos que seria diferente e afinal é assim e é tudo o que tens. O que fazes? Segues em frente? Recuas. Continuas a fingir que está tudo bem, que a vida é perfeita até...
quarta-feira, março 14
Hoje
Hoje estou assim de bem com a vida.
O dia correu-me bem. A única coisa que tenho feito nos ultimos dias é ir a reuniões e marcar outras reuniões. Os projectos começam a aparecer uns a seguir aos outros, como que a conspirarem para me cairem em cima dos ombros todos na mesma altura. Mas venham eles que cá estou eu.
Neste final de dia nada melhor do que um pijama quentinho, uma fatia de bolo de chocolate, uma chávena de café a fumegar e uma bela banda sonora: o novo dos Arcade Fire "Neon Bible", simplesmente fantástico.
E o House começa já daqui a pouco mais de uma hora...
O dia correu-me bem. A única coisa que tenho feito nos ultimos dias é ir a reuniões e marcar outras reuniões. Os projectos começam a aparecer uns a seguir aos outros, como que a conspirarem para me cairem em cima dos ombros todos na mesma altura. Mas venham eles que cá estou eu.
Neste final de dia nada melhor do que um pijama quentinho, uma fatia de bolo de chocolate, uma chávena de café a fumegar e uma bela banda sonora: o novo dos Arcade Fire "Neon Bible", simplesmente fantástico.
E o House começa já daqui a pouco mais de uma hora...
quarta-feira, março 7
Os americanos não são estúpidos...ou são?
É mais uma pérola que se encontra no Youtube. Perguntem a uma americano onde é foi construído o muro de Berlim? E ele demora dez minutos a dar a resposta "No Irão"!
quinta-feira, março 1
Assessores
A Grande Entrevista da Judite de Sousa está cada vez mais interessante.
O Presidente da Camara de Lisboa, Carmona Rodrigues acabou de confessar que só ele tem 20 assessores e que permitiu aos vereadores da oposição terem também eles assessores pois diz que para fazer oposição é preciso ter condições para fazer um trabalho construtivo.
Todos sabemos que há pessoas que não fazem nadinha na vida, mas para que raio quer o homem 20 assessores? Só se for para esconder os escândalos que ainda estão para vir...
O Presidente da Camara de Lisboa, Carmona Rodrigues acabou de confessar que só ele tem 20 assessores e que permitiu aos vereadores da oposição terem também eles assessores pois diz que para fazer oposição é preciso ter condições para fazer um trabalho construtivo.
Todos sabemos que há pessoas que não fazem nadinha na vida, mas para que raio quer o homem 20 assessores? Só se for para esconder os escândalos que ainda estão para vir...
segunda-feira, fevereiro 26
O amor: mito ou realidade?
E primeiro lugar vamos esquecer aquelas babuseiras todas de poeta de que o amor é fogo que arde sem se ver e ferida que dói e não se sente. Falando a serio o que é o amor?
Quando dizermos "Amo-te" o que é que isso quer dizer exactamente? Que achamos que aquela é a pessoa que queremos ao nosso lado no bem e no mal, na saúde e na tristeza? Que acreditamos que com aquela pessoa a vida será melhor, conseguiremos ultrapassar todos os obstáculos e mantermo-nos juntos para o sempre da nossa existência?
Digam-me, alguém acredita mesmo nisso? Alguém acredita profundamente em todos os votos e juras de amor que faz?
Eu tenho que ser muito sincera, eu tenho dúvidas. Acho que uma decisão como o casamento se deve basear em evidências e não em certezas. Conhecemos uma pessoa, passamos bons e maus momentos com ela, conhecemos a família e toda a mobília que faz parte da sua vida e, se tudo correr bem durante algum tempo, se tudo correr bem até sentirmos que estamos a ficar velhos e que nos aproximamos vertiginosamente dos trinta a passos largos e corremos serios riscos de nunca mais encontrar ninguém, está na hora e tomamos uma decisão. Das duas uma:
- hipótese A: continuamos com a nossa vidinha de solteirões, independência é a palavra de ordem, queremos uma relação amorosa mas nada de grandes compromissos e arriscamos num "vamos namorando até...";
- hipótese B: começamos a preparar o casamento sem nos darmos conta. Começamos a pensar comprar casa em cnjunto. Compramos a casa. Começamos a ver quintas para o casamento, vestidos de noiva, o fotógrafo, os convites. Sem nos apercebermos já estamos a entrar por uma qualquer igreja, todas as pessoas a sorrirem e nós a não querermos pensar no resto. Aquele tem que ser o dia mais feliz das nossas vidas. Antes de anoitecer já estamos casados, de aliança no dedo, já comemos o bolo, tiramos 3000 fotografias, ouvimos parabéns durante o dia todo, doem-nos os maxilares de tanto sorrir para o fotógrafo.
Como e quando é que se tem a certeza de que queremos casar com aquela pessoa? Alguém tem a certeza quando diz o sim? Eu tenho cá para mim que prefiro basear-me em evidências.
E no meio de tudo isto o que é o amor? A que é que se resume o amor? Será o amor mesmo para toda a vida ou isso é uma daquelas falsas verdades na qual precisamos de acreditar para que conceitos como o casamento, família, façam sentido?
Quando dizermos "Amo-te" o que é que isso quer dizer exactamente? Que achamos que aquela é a pessoa que queremos ao nosso lado no bem e no mal, na saúde e na tristeza? Que acreditamos que com aquela pessoa a vida será melhor, conseguiremos ultrapassar todos os obstáculos e mantermo-nos juntos para o sempre da nossa existência?
Digam-me, alguém acredita mesmo nisso? Alguém acredita profundamente em todos os votos e juras de amor que faz?
Eu tenho que ser muito sincera, eu tenho dúvidas. Acho que uma decisão como o casamento se deve basear em evidências e não em certezas. Conhecemos uma pessoa, passamos bons e maus momentos com ela, conhecemos a família e toda a mobília que faz parte da sua vida e, se tudo correr bem durante algum tempo, se tudo correr bem até sentirmos que estamos a ficar velhos e que nos aproximamos vertiginosamente dos trinta a passos largos e corremos serios riscos de nunca mais encontrar ninguém, está na hora e tomamos uma decisão. Das duas uma:
- hipótese A: continuamos com a nossa vidinha de solteirões, independência é a palavra de ordem, queremos uma relação amorosa mas nada de grandes compromissos e arriscamos num "vamos namorando até...";
- hipótese B: começamos a preparar o casamento sem nos darmos conta. Começamos a pensar comprar casa em cnjunto. Compramos a casa. Começamos a ver quintas para o casamento, vestidos de noiva, o fotógrafo, os convites. Sem nos apercebermos já estamos a entrar por uma qualquer igreja, todas as pessoas a sorrirem e nós a não querermos pensar no resto. Aquele tem que ser o dia mais feliz das nossas vidas. Antes de anoitecer já estamos casados, de aliança no dedo, já comemos o bolo, tiramos 3000 fotografias, ouvimos parabéns durante o dia todo, doem-nos os maxilares de tanto sorrir para o fotógrafo.
Como e quando é que se tem a certeza de que queremos casar com aquela pessoa? Alguém tem a certeza quando diz o sim? Eu tenho cá para mim que prefiro basear-me em evidências.
E no meio de tudo isto o que é o amor? A que é que se resume o amor? Será o amor mesmo para toda a vida ou isso é uma daquelas falsas verdades na qual precisamos de acreditar para que conceitos como o casamento, família, façam sentido?
segunda-feira, fevereiro 19
Mais do mesmo
Eu sabia que isto ia voltar tudo ao mesmo... Volta sempre.
E eu não me sinto bem com isso. E mais cedo ou mais tarde isto não vai correr bem, eu sei que não...
E um grande momento por que todos esperavam... os Papas na Língua! Até que a música não é má...
E eu não me sinto bem com isso. E mais cedo ou mais tarde isto não vai correr bem, eu sei que não...
E um grande momento por que todos esperavam... os Papas na Língua! Até que a música não é má...
quarta-feira, fevereiro 7
segunda-feira, janeiro 29
problemas em grupo
Quando pensamos que só nós estamos com problemas e começamos a falar um bocadinho mais com outros apercebemo-nos de que não somos os únicos. Afinal, há problemas para todos os gostos no que diz respeito a relações amorosas. Um queixam-se que não conseguem encontrar ninguém que valha a pena. Anos e anos de relações breves que não levam a lado nenhum. Outros juntam os trapinhos para ver se resulta. Ao menos sempre se poupa uma renda.
Outros estão casados e continuam a pensar que não estão. Levam a vida como se fossem só um em vez de dois. Também há os que estão a pensar em casar, e que ainda não têm problemas.
E depois há os outros que não sabem o que querem. Que namoram há anos. Que gostam um do outro e que chegam a um ponto em que isso não é suficiente. É nesse grupo que eu me incluo. Sabem quando sentem que é aquilo que vocês querem mas no fundo no fundo têm medo por não saberem onde é que aquilo vos pode levar? Será que se dá o passo seguinte? Será que se recua para ganhar tempo?
Eu acho que há sempre uma altura destas na vida de toda a gente. Mais cedo ou mais tarde as perguntas começam a cair do céu. As dúvidas começam a aparecer a cada movimento partilhado e, de um momento para o outro, não sabemos onde estamos, para onde queremos ir, se tudo vale a pena. Depois dessa fase, das duas uma, ou se segue em frente ou se muda de grupo....
Outros estão casados e continuam a pensar que não estão. Levam a vida como se fossem só um em vez de dois. Também há os que estão a pensar em casar, e que ainda não têm problemas.
E depois há os outros que não sabem o que querem. Que namoram há anos. Que gostam um do outro e que chegam a um ponto em que isso não é suficiente. É nesse grupo que eu me incluo. Sabem quando sentem que é aquilo que vocês querem mas no fundo no fundo têm medo por não saberem onde é que aquilo vos pode levar? Será que se dá o passo seguinte? Será que se recua para ganhar tempo?
Eu acho que há sempre uma altura destas na vida de toda a gente. Mais cedo ou mais tarde as perguntas começam a cair do céu. As dúvidas começam a aparecer a cada movimento partilhado e, de um momento para o outro, não sabemos onde estamos, para onde queremos ir, se tudo vale a pena. Depois dessa fase, das duas uma, ou se segue em frente ou se muda de grupo....
terça-feira, janeiro 23
Um dia qualquer de Janeiro
Mais uma noite pela frente. Tenho pelo menos mais três horas do dia 23 de Janeiro de 2007 para aproveitar e não sei que raio fazer com elas. Nos últimos dias a minha vida tem sido uma porcaria. Sinto-me assim desorientada, completamente. Vim de férias a pensar que ia continuar com o trabalho árduo, quase sem tempo para respirar. Enganei-me. O ano está a começar ainda a meio gás. Durante todo o dia de hoje dei resposta a um outro e-mail, fiz um ou outro telefonema, fiz um press release. And it was it... Saí a horas. Vim para casa, fiz o jantar, tomei banho, vesti o pijama e cá estou eu a passar tempo.
Estou sozinha mais uma vez. Prolonguei o jantar só para falar um bocadinho com a minha colega de casa que hoje recebeu a visita do namorado para jantar. Há lá coisa mais deprimentes do que jantar a três quando duas das pessoas na mesa são namorados que não se veêm há três meses? Eu devo merecer. Eu mereço. Sempre disse que não me importava de estar sozinha, que adorava o silêncio, que sempre tive alma de solitária. A caminho dos 26 a coisa muda um bocadinho de figura....
Cada vez que olho para a televisão fico ainda mais deprimida. Não só pela falta de qualidade dos programas dos 56 canais que tenho disponíveis como também pelo facto do meu aparelho me ter brindado com mais uma das suas. Primeiro cegou-me, privando-me da imagem. E agora, não dá som. Tenho o volume no máximo e só consigo perceber uma palavra em cada 100. Para agravar a situação está um frio do caraças e o meu termoventilador resolveu desligar-se de 10 em 10 minutos, o que deveria acontecer se a temperatura estivesse muito elevada, o que, garanto, não é o caso.
Vou ficar por aqui antes que me lembre de mais coisas deprimentes para dizer. Tipo, comprei hoje umas calças e só quando cheguei a casa reparei que têm um buraco de pelo menos 2 cm num dos bolsos. Como é que eu não reparei na altura! Descobri mais um risco no meu carro. Mais um a juntar aos outros 300. O carro tem 3 meses! Não fui ao ginásio porque o Sr. do Círculo de Leitores disse que viria cá hoje e afinal não pôs cá os pés. Estou capaz de lhe roubar a bolsinha onde ele enfia os meus euros e os euros dos outros, a quem rouba descaradamente as economias, da próxima vez que me tocar à campainha. O meu namorado faz anos amanhã e ainda não lhe comprei nada. Pior, nem sei se vai estar acordado amanhã para podermos, pelo menos, jantar fora. Há dois meses que dorme durante o dia e trabalha à noite. Parece um zombie. Consigo manter uma conversa com ele durante 1 hora antes que caia de sono.
Ora, já só faltam mais duas horas e meia até começar a contagem decrescente para mais um dia qualquer de Janeiro...oh joy!
segunda-feira, janeiro 22
Será que nada, nunca é perfeito?
Todos temos os nossos problemas. O ser humano é um bicho insatisfeito por natureza. E, por muito que diga que não, está sempre a olhar para o vizinho para ver se a vida que leva é melhor do que a dele.
Impossível ser diferente.
Desde pequenos que nos vemos confrontados com a partilha, de atenção dos pais, dos brinquedos com os irmãos e com os primos. Depois vem a competição. Na escola queremos sempre ser melhores, ter mais atenção dos professores, dar mais nas vistas, sermos mais giras do que a outra barbie que tem os rapazes da turma todos atrás dela. Entrar no grupo.
Mais tarde vemo-nos obrigados a competir, outra vez, por uma vaga numa universidade. Por uma porcaria de décimas ficam de fora uns, para outros tomarem os seus lugares num curso que lhes vai traçar uma profissão. Se bem que hoje em dia já nem isso temos como certo. A profissão surge-nos um pouco por acaso, é o que houver para fazer e onde se ganhar mais dinheiro.
À procura de emprego competimos com milhares na mesma situação. No emprego queremos sempre dar o nosso melhor para sermos reconhecidos, para ganharmos mais, para sermos promovidos, para ganharmos ainda mais. Para nos sentirmos realizados.
E nunca estamos bem, queremos sempre mais, queremos chegar onde o outro está. Queremos ouvir que somos bons no que fazemos. Queremos pensar que temos uma boa vida. Queremos que os outros pensem que temos uma boa vida. Pensar apenas. Porque no fundo, nunca nada vai ser perfeito. Há sempre mais um degrau para subir...
No amor é a mesma coisa. Fazemos de tudo para conquistar aquela pessoa que achamos que é a outra metade da laranja, perdemos meses, anos a tentar mudá-la, trazê-la para nós. Competimos por ela. Não dormimos por ela. Inventamos mil estratégias para nos cruzarmos com ela, para estarmos perto, para impôr, discretamente, a nossa presença. E pensamos que conseguimos, tudo está bem até que... aparece outra pessoa, vinda não sabemos de onde, não percebemos porquê, como aquilo aconteceu. E muda tudo. Transformamo-nos. Tudo em vão. Estamos de rastos, mas seguimos em frente, partimos para outra.
No fundo, não mudou nada, mas nós queremos acreditar que sim. Precisamos acreditar que é melhor assim, que não era aquilo, não, aquilo não era nada comparado com isto, agora...
Quando realmente conseguimos conquistar alguém, e nos deixamos conquistar, a vida troca-nos as voltas. Deixa-nos assim sem objectivo. Perdidos em dias comuns sem saber muito bem o que fazer com eles. Com um troféu que polimos de vez em quando e depois deixamos na prateleira para nos lembrar que está lá para quando precisamos dele. Não lhe damos o valor devido, porque ele está sempre ali. E só quando alguém o muda de sítio é que sentimos a sua falta. E saudades dos dias comuns que nunca mais o foram e do tempo em que fazer nada era uma rotina agradável...
Será que nada, nunca é perfeito?
Impossível ser diferente.
Desde pequenos que nos vemos confrontados com a partilha, de atenção dos pais, dos brinquedos com os irmãos e com os primos. Depois vem a competição. Na escola queremos sempre ser melhores, ter mais atenção dos professores, dar mais nas vistas, sermos mais giras do que a outra barbie que tem os rapazes da turma todos atrás dela. Entrar no grupo.
Mais tarde vemo-nos obrigados a competir, outra vez, por uma vaga numa universidade. Por uma porcaria de décimas ficam de fora uns, para outros tomarem os seus lugares num curso que lhes vai traçar uma profissão. Se bem que hoje em dia já nem isso temos como certo. A profissão surge-nos um pouco por acaso, é o que houver para fazer e onde se ganhar mais dinheiro.
À procura de emprego competimos com milhares na mesma situação. No emprego queremos sempre dar o nosso melhor para sermos reconhecidos, para ganharmos mais, para sermos promovidos, para ganharmos ainda mais. Para nos sentirmos realizados.
E nunca estamos bem, queremos sempre mais, queremos chegar onde o outro está. Queremos ouvir que somos bons no que fazemos. Queremos pensar que temos uma boa vida. Queremos que os outros pensem que temos uma boa vida. Pensar apenas. Porque no fundo, nunca nada vai ser perfeito. Há sempre mais um degrau para subir...
No amor é a mesma coisa. Fazemos de tudo para conquistar aquela pessoa que achamos que é a outra metade da laranja, perdemos meses, anos a tentar mudá-la, trazê-la para nós. Competimos por ela. Não dormimos por ela. Inventamos mil estratégias para nos cruzarmos com ela, para estarmos perto, para impôr, discretamente, a nossa presença. E pensamos que conseguimos, tudo está bem até que... aparece outra pessoa, vinda não sabemos de onde, não percebemos porquê, como aquilo aconteceu. E muda tudo. Transformamo-nos. Tudo em vão. Estamos de rastos, mas seguimos em frente, partimos para outra.
No fundo, não mudou nada, mas nós queremos acreditar que sim. Precisamos acreditar que é melhor assim, que não era aquilo, não, aquilo não era nada comparado com isto, agora...
Quando realmente conseguimos conquistar alguém, e nos deixamos conquistar, a vida troca-nos as voltas. Deixa-nos assim sem objectivo. Perdidos em dias comuns sem saber muito bem o que fazer com eles. Com um troféu que polimos de vez em quando e depois deixamos na prateleira para nos lembrar que está lá para quando precisamos dele. Não lhe damos o valor devido, porque ele está sempre ali. E só quando alguém o muda de sítio é que sentimos a sua falta. E saudades dos dias comuns que nunca mais o foram e do tempo em que fazer nada era uma rotina agradável...
Será que nada, nunca é perfeito?
sábado, janeiro 20
O álbum do dia

Passei horas na Fnac à descoberta de novas sonoridades.
Sou fã numero um daquele sistema que nos permite ouvir o CD inteirinho antes de o comprarmos. Confesso que apesar de ter um leitor de mp3 faz-me confusão estar muito tempo sem comprar um álbum qualquer. De manhã, enquanto arrumava o quarto dei-me conta que há muito não enriquecia a minha estante de CDs.
Acabei por trazer, Cold Roses do Ryan Adams.
Fica uma amostra da minha preferida.... How Do You Keep Love Alive?
segunda-feira, janeiro 15
Mudamos
Há alturas na nossa vida em que o passado nos salta para o presente e nos faz desejar voltar atrás, viver tudo outra vez, fazer perdurar aqueles momentos no tempo para que não nos fujam outra vez. Parece que ficamos estúpidos por um momento, que só nos lembramos dos aspectos positivos, esquecemos tudo o resto, o quanto nos faltava viver, o que tinhamos pela frente. E é então que nos damos conta de que o passado é passado. Damo-nos conta que mudamos de cidade, de amigos, de vida. Crescemos. Deixamos a vida diária da boémia para trás. Somos outras pessoas. Trabalhamos. Temos horários. Fingimos perceber de tudo, fingimos estar seguros de cada palavra que dizemos. Nunca temos dúvidas à frente dos outros. Somos seguros de nós, do presente e do futuro.
Percebemos que repetir a cidade, as vivências, as pessoas seria um erro. Porque há um tempo para tudo e o tempo para ser o que fui já passou...
Percebemos que repetir a cidade, as vivências, as pessoas seria um erro. Porque há um tempo para tudo e o tempo para ser o que fui já passou...
quinta-feira, janeiro 11
Sobre a minha decisão
Amanhã o ano começa para mim.
Ontem respirei fundo e lá fui eu tentar a minha sorte. Arriscar. Vim para casa com a sensação de dever cumprido mas com a certeza de que eu não queria nada daquilo, não queria estar naquela situação, não queria estar assim à prova, à espera que outros decidissem o que fazer comigo: Fica? Vai?, para depois eu começar de novo.
Eu fiquei. Mas não como dantes. Com mais raizes, com mais certezas. Com ainda mais vontade de seguir frente. De enfrentar o que está ainda para vir. E de ser bem sucedida. Menos uma coisa para decidir...e esta era grande e pesada...
Depois de uma manhã ainda confusa decidi ir aos saldos na minha hora de almoço e fiquei desiludida. O mulherio continua doido com a descida de preços, é inevitável. O que também é inevitável nestas alturas é comprar coisas de que não gostamos assim tanto só porque são baratas. E eu só consigo gostar daquilo que eles chamam nova colecção mas que no fundo é roupa igual à que está em saldos só que é mais cara, mais bonita e está na única parte da loja em que a arrumação nos permite seleccionar alguma coisa para trazer connosco para casa. E lá se vai o barato...
Agora estou em casa. Fiz um esparguete a bolonhesa delicioso para o jantar, quando menos me esforço melhor me saio na cozinha. Tenho um Checo com 1.90m, morenaço e de olhos azuis ea andar pelo corredor. Um amigo da amiga que veio cá passar uns dias e dormir no quarto ao lado. "Conta-me histórias...." O rapaz ainda por cima é giro que se farta. Ando sempre à escuta para que ele não me apanhe de robe no corredor...
É engraçado que quando não tenho coisas pendentes, chatices, trabalho pelos cabelos, esta casa quase me parece perfeita. Tudo me parece quase perfeito. Não fosse estares tu do outro lado da cidade agarrado a um computador...
Ontem respirei fundo e lá fui eu tentar a minha sorte. Arriscar. Vim para casa com a sensação de dever cumprido mas com a certeza de que eu não queria nada daquilo, não queria estar naquela situação, não queria estar assim à prova, à espera que outros decidissem o que fazer comigo: Fica? Vai?, para depois eu começar de novo.
Eu fiquei. Mas não como dantes. Com mais raizes, com mais certezas. Com ainda mais vontade de seguir frente. De enfrentar o que está ainda para vir. E de ser bem sucedida. Menos uma coisa para decidir...e esta era grande e pesada...
Depois de uma manhã ainda confusa decidi ir aos saldos na minha hora de almoço e fiquei desiludida. O mulherio continua doido com a descida de preços, é inevitável. O que também é inevitável nestas alturas é comprar coisas de que não gostamos assim tanto só porque são baratas. E eu só consigo gostar daquilo que eles chamam nova colecção mas que no fundo é roupa igual à que está em saldos só que é mais cara, mais bonita e está na única parte da loja em que a arrumação nos permite seleccionar alguma coisa para trazer connosco para casa. E lá se vai o barato...
Agora estou em casa. Fiz um esparguete a bolonhesa delicioso para o jantar, quando menos me esforço melhor me saio na cozinha. Tenho um Checo com 1.90m, morenaço e de olhos azuis ea andar pelo corredor. Um amigo da amiga que veio cá passar uns dias e dormir no quarto ao lado. "Conta-me histórias...." O rapaz ainda por cima é giro que se farta. Ando sempre à escuta para que ele não me apanhe de robe no corredor...
É engraçado que quando não tenho coisas pendentes, chatices, trabalho pelos cabelos, esta casa quase me parece perfeita. Tudo me parece quase perfeito. Não fosse estares tu do outro lado da cidade agarrado a um computador...
quarta-feira, janeiro 10
Sobre a minha dificulade em decidir parte III
E pronto, as cartas estão em cima da mesa.
O jogo segue dentro de momentos...
O jogo segue dentro de momentos...
terça-feira, janeiro 9
A picture of us...
Tenho tantas saudades de quando me tirávas fotografias sem parar. Quando achávamos piada a este papel de parede horrível, à luz do quarto, e pedias para me fingir de distraída para que tu pudesses apanhar-me assim desprevenida no meu melhor momento. E conseguias sempre... nem pareço eu em algumas destas imagens, de tanta magia e alma que consegues reunir num pedaço de tempo. Eu gostava tanto... fingia-me de modelo. Ficávamos ainda mais tempo a ver o resultado. Uma após outra passávamos as fotos em revista e punhamos defeitos na luz, na má focagem, na máquina, escolhíamos as melhores. Gravadas na memória.
Deu-me para isto hoje....
Sempre me conseguiste ver de uma maneira diferente, porque me conheceste primeiro pelas palavras e só depois pelos traços do rosto e do corpo. E conseguias sempre capturar aquele brilho no olhar, aquele sorriso, aquela luz que eu desconhecia ter.
E acho que é porque nunca acreditamos em nada, que não nos momentos em que estávamos juntos, que gostávamos tanto de tirar fotografias um ao outro. E eu tenho saudades tuas...
De um momento para o outro deixamo-nos envolver pelo trabalho. Esse bicho cheio de tentáculos que nos vai puxando e prendendo e absorvendo e sugando os melhores momentos até que eles passam também a ser rotinas. Um jantar. No mesmo restaurante. Uma ida ao cinema. Outro filme, a mesma sala. Uma ida às compras. Outro shopping, as mesmas lojas. Um passeio na Baixa. Uma tarde é o que temos para nós.
Deixamos a máquina em casa, já conhecemos bem a cidade. Mas o trabalho vai connosco. Está ali entre nós, nas conversas, no pensamento, nos minutos que passam tic tac e lá se foi mais um fim-de-semana, mais uma semana, mais projectos, clientes, desafios, coisas que se fazem porque ainda somos novos e tal, porque há outros que querem o nosso lugar. As nossas insónias, as nossas directas em frente a um computador, o nosso cansaço, o nosso stress, os nossos projectos, os nossos clientes, o nosso chefe, o nosso trabalho, as nossas rotinas e o nosso salário ao fim do mês...
Tenho a tua máquina aqui ao lado e queria ressuscitar hoje aqueles noites de poses e risos... Vens?
Deu-me para isto hoje....
Sempre me conseguiste ver de uma maneira diferente, porque me conheceste primeiro pelas palavras e só depois pelos traços do rosto e do corpo. E conseguias sempre capturar aquele brilho no olhar, aquele sorriso, aquela luz que eu desconhecia ter.
E acho que é porque nunca acreditamos em nada, que não nos momentos em que estávamos juntos, que gostávamos tanto de tirar fotografias um ao outro. E eu tenho saudades tuas...
De um momento para o outro deixamo-nos envolver pelo trabalho. Esse bicho cheio de tentáculos que nos vai puxando e prendendo e absorvendo e sugando os melhores momentos até que eles passam também a ser rotinas. Um jantar. No mesmo restaurante. Uma ida ao cinema. Outro filme, a mesma sala. Uma ida às compras. Outro shopping, as mesmas lojas. Um passeio na Baixa. Uma tarde é o que temos para nós.
Deixamos a máquina em casa, já conhecemos bem a cidade. Mas o trabalho vai connosco. Está ali entre nós, nas conversas, no pensamento, nos minutos que passam tic tac e lá se foi mais um fim-de-semana, mais uma semana, mais projectos, clientes, desafios, coisas que se fazem porque ainda somos novos e tal, porque há outros que querem o nosso lugar. As nossas insónias, as nossas directas em frente a um computador, o nosso cansaço, o nosso stress, os nossos projectos, os nossos clientes, o nosso chefe, o nosso trabalho, as nossas rotinas e o nosso salário ao fim do mês...
Tenho a tua máquina aqui ao lado e queria ressuscitar hoje aqueles noites de poses e risos... Vens?
PS: tinha que pôr esta musica a tocar...
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