Cada vez mais me convenço de que a vida são dois dias e que a felicidade é relativamente impossível. Porque somos insatisfeitos por natureza. Porque queremos sempre mais. Porque quando pensamos que conseguimos assentar as rodas no alcatrão, colocar os carris no lugar certo, acontece alguma coisa que nos fura o pneu, que nos faz descarrilar, esbarrar contra o vazio das coisas.
Tenho medo das doenças de que falo todos os dias, que se passam a minha volta, que batem à porta de conhecidos, amigos, familia e lhes destroem os sonhos.
Tenho receio de não tomar as decisões certas, e adio-as até ser inevitável. Fico ali dividida entre os dois lados da balança cheia de dúvidas que me tornam insuportável. Tenho vontade viver os mesmos dias de outrota e medo de voltar a cometer os mesmos erros. Tenho medo de adormecer nas rotinas, de não saber, de não querer saber...
Quanto vale o tempo que tivemos? E o que ainda temos?
E o que somos depois do nosso tempo passar? Nada... para além do soubemos fazer melhor...E o que é o meu melhor?
terça-feira, julho 25
segunda-feira, julho 24
Um ano depois...as férias
Começamos a perceber que somos alguém quando vamos de férias e temos coisas para deixar aos colegas. Quando percebemos que há pessoas que dependem de nós e que quando não estamos, ficam assim meio perdidas sem respostas para as perguntas que insistentemente nos fazem. É bom, desde que o telemóvel não toque durante o merecido descanso.
Estou a contar os dias para desaparecer daqui. Para partir para outras paragens e esquecer que tenho pessoas que me chamam por tudo e por nada. Quero recarregar baterias e começar de novo. Mais forte e segura.
Há um ano por estes dias vivia a, até então, pior semana da minha vida. Um ano passou desde que A Capital chegou às bancas pela última vez, nesse dia pensei que ia desaparecer também. Entretanto os meus projectos de vida foram mudando e mudando a maneira como encaro os dias e o futuro. O jornalismo ficou em segundo ou terceiro plano. Num plano que por enquanto está longe, e assim quero que fique.
Faço comunicação sobre outra perspectiva mais crua, mais fria, menos ingénua, sobretudo mais realista do que o jornalismo que ainda vive de utopias.
Um ano depois faço a mala com a certeza de que tenho um sítio para onde voltar...
Estou a contar os dias para desaparecer daqui. Para partir para outras paragens e esquecer que tenho pessoas que me chamam por tudo e por nada. Quero recarregar baterias e começar de novo. Mais forte e segura.
Há um ano por estes dias vivia a, até então, pior semana da minha vida. Um ano passou desde que A Capital chegou às bancas pela última vez, nesse dia pensei que ia desaparecer também. Entretanto os meus projectos de vida foram mudando e mudando a maneira como encaro os dias e o futuro. O jornalismo ficou em segundo ou terceiro plano. Num plano que por enquanto está longe, e assim quero que fique.
Faço comunicação sobre outra perspectiva mais crua, mais fria, menos ingénua, sobretudo mais realista do que o jornalismo que ainda vive de utopias.
Um ano depois faço a mala com a certeza de que tenho um sítio para onde voltar...
quinta-feira, julho 20
A nossa Nintendo DS Lite
Eis que descobri o mundo dos videojogos. É certo que já tinha tido algumas experiências em PC’s e em tardes de PlayStation a aturar o meu afilhado, mas a coisa nunca me tinha convencido muito.
Até... ter tido contacto com esse grande invento da tecnologia: a Nintendo DS Lite. Um estudo divulgado recentemente diz que o vício provocado pelos videojogos é semelhante ao da cocaína, meus amigos só vos tenho a dizer que é um vício messsssmoooo bom...
O jogo que mais tempo me rouba é o Brain Training, que basicamente nos obriga a fazer cálculos mentais e através de pequenos jogos avalia a nossa idade cerebral... Mas, para tal é necessário jogar todos os dias. O Dr. Kawashima, que é quem nos guia pelo jogo, vai-nos dando dicas, para durante o dia exercitarmos a nossa actividade cerebral.
Só vos tenho a dizer que a consola nem sequer é minha mas há duas semana que não a largo.
Estou a pensar comprar uma cor-de-rosa quando chegar ao mercado português...
Ontem estive ate à 1 da manha a jogar Sudoku...
Estarei viciada?
Até... ter tido contacto com esse grande invento da tecnologia: a Nintendo DS Lite. Um estudo divulgado recentemente diz que o vício provocado pelos videojogos é semelhante ao da cocaína, meus amigos só vos tenho a dizer que é um vício messsssmoooo bom...
O jogo que mais tempo me rouba é o Brain Training, que basicamente nos obriga a fazer cálculos mentais e através de pequenos jogos avalia a nossa idade cerebral... Mas, para tal é necessário jogar todos os dias. O Dr. Kawashima, que é quem nos guia pelo jogo, vai-nos dando dicas, para durante o dia exercitarmos a nossa actividade cerebral.
Só vos tenho a dizer que a consola nem sequer é minha mas há duas semana que não a largo.
Estou a pensar comprar uma cor-de-rosa quando chegar ao mercado português...
Ontem estive ate à 1 da manha a jogar Sudoku...
Estarei viciada?
quinta-feira, julho 6
sorrir e acenar...
Eu bem que pensava que Julho ía ser um mês calmo, mas as reuniões começam a preencher a minha agenda ao ritmo de uma por dia. E eu que cada vez tenho menos paciência para fazer aquelas conversas de circunstância, dou por mim, dois dias seguidos, a conversar com pessoas que falam que se fartam das suas vidas e de futebol e do estado em que se encontra o nosso país, cada vez pior, sem emprego , sem perspectivas...
E eu tento virar o assunto para o que interessa e falar de uma doença que afecta 500 mil portugueses e que será a sexta causa de morte no mundo em 2020 e cuja causa principal é o tabaco... e ela acende mais um cigarro.
E eu espanto mais uma mosca que não me larga a pele e mudo de posição na cadeira de metal que me deixa as calças coladas às pernas... E tento acabar a conversa três vezes, e ela pede mais um café e eu olho à volta e sorrio...just smile and wave girls, smile ang wave, that's the only way you can do this...
E eu tento virar o assunto para o que interessa e falar de uma doença que afecta 500 mil portugueses e que será a sexta causa de morte no mundo em 2020 e cuja causa principal é o tabaco... e ela acende mais um cigarro.
E eu espanto mais uma mosca que não me larga a pele e mudo de posição na cadeira de metal que me deixa as calças coladas às pernas... E tento acabar a conversa três vezes, e ela pede mais um café e eu olho à volta e sorrio...just smile and wave girls, smile ang wave, that's the only way you can do this...
quarta-feira, julho 5
Portuguesas versus Francesas
O Scolari está a falar à nação.. depois de 90 e tal minutos a ver se a bola entrava na baliza da França, sem resultados, só me lembro de uma coisa: as francesas não fazem a depilação nas axilas.
Nós, portuguesas teríamos uma claque muito mais bonita no último jogo deste mundial...
Nós, portuguesas teríamos uma claque muito mais bonita no último jogo deste mundial...
segunda-feira, julho 3
Coisas para fazer
Acho que estou a perder aquela vontade e o prazer de escrever que tinha antes...
Não sei se é por falta de tempo ou por falta de motivos mas tenho deixado andar os dias sem me sentar em frente ao monitor e despejar as coisas que cá vão dentro.
Não há muito a dizer, é certo, mas sempre tive tanta necessidade de marcar no papel os sentidos e sentimentos que não sei ser sem isso...E ao mesmo tempo sempre que o faço não sei o que escrever.
Quando ando de comboio tenho uma tendência para pensar na vida, nas coisas que gostava de fazer, nos sonhos, nas frustações. Dei por mim, numa das últimas viagens e ao virar a ultima pagina do mais recente livro de Paul Auster, a pensar que seria bom ter um projecto só meu, do género escrever um livro. É uma tontice, mas sinto falta de ter alguma coisa que me prenda quando chego a casa... obrigar-me a concentrar, a ponderar, a procurar as palavras...
O vento suave entra-me pela janela e traz-me o cheiro a comida da vizinha do andar de baixo. Penso que amanhã vou ter outro dia com pouco para fazer, e penso que terei dias sem tempo para fazer tanta coisa. Penso nas férias e nos sítios que quero vistar. Penso nos meus pais, longe. Penso na solidão. Penso em estudar novamente. Penso em nós. Nos sonhos que temos e no tempo que passa a correr...
Estive a fazer um refresh dos cds que tenho espalhados pelas prateleiras, sabe bem ouvir coisas que não gostámos quando as ouvimos pela primeira vez...
Sigur Rós faz-me companhia hoje...novamente.
Não sei se é por falta de tempo ou por falta de motivos mas tenho deixado andar os dias sem me sentar em frente ao monitor e despejar as coisas que cá vão dentro.
Não há muito a dizer, é certo, mas sempre tive tanta necessidade de marcar no papel os sentidos e sentimentos que não sei ser sem isso...E ao mesmo tempo sempre que o faço não sei o que escrever.
Quando ando de comboio tenho uma tendência para pensar na vida, nas coisas que gostava de fazer, nos sonhos, nas frustações. Dei por mim, numa das últimas viagens e ao virar a ultima pagina do mais recente livro de Paul Auster, a pensar que seria bom ter um projecto só meu, do género escrever um livro. É uma tontice, mas sinto falta de ter alguma coisa que me prenda quando chego a casa... obrigar-me a concentrar, a ponderar, a procurar as palavras...
O vento suave entra-me pela janela e traz-me o cheiro a comida da vizinha do andar de baixo. Penso que amanhã vou ter outro dia com pouco para fazer, e penso que terei dias sem tempo para fazer tanta coisa. Penso nas férias e nos sítios que quero vistar. Penso nos meus pais, longe. Penso na solidão. Penso em estudar novamente. Penso em nós. Nos sonhos que temos e no tempo que passa a correr...
Estive a fazer um refresh dos cds que tenho espalhados pelas prateleiras, sabe bem ouvir coisas que não gostámos quando as ouvimos pela primeira vez...
Sigur Rós faz-me companhia hoje...novamente.
domingo, junho 18
Crónica de um final de férias
Se tiver em conta a tempestade que tomou conta do país na semana que passou, até que as minhas férias não foram más. Mas desta vez o corpinho ao sol e o livrinho na mão foram ameaçados diariamente por nuvens carregadas que teimavam em baixar a temperatura e esconder o sol...
Aliás eu nunca passei tanto tempo a olhar para o céu, a tentar perceber o movimento das nuvens e a chegada da chuva. Mas eu que sou uma pessoa aventureira e que não sai da praia a não ser que seja levada por um tufão, posso assegurar-vos que tomar um banho de mar quando caem os primeiros pingos de uma tromba de água é delicioso...
Amanhã é dia de regresso ao trabalho e às velhas rotinas.
Mas esta pausa serviu para pensar nas prioridades e para pensar em começar algo de novo...
Aliás eu nunca passei tanto tempo a olhar para o céu, a tentar perceber o movimento das nuvens e a chegada da chuva. Mas eu que sou uma pessoa aventureira e que não sai da praia a não ser que seja levada por um tufão, posso assegurar-vos que tomar um banho de mar quando caem os primeiros pingos de uma tromba de água é delicioso...
Amanhã é dia de regresso ao trabalho e às velhas rotinas.
Mas esta pausa serviu para pensar nas prioridades e para pensar em começar algo de novo...
terça-feira, maio 23
Futebol..
A minha relação com o futebol é assim um misto de indiferença e desprezo. Não tenho clube, não me importo com campeonatos e quero distância de conversas sobre transferências de jogadores e treinadores.
Não tendo eu paciência para notícias sobre futebol, fico extremamente preocupada quando penso que ainda nem começou o Mundial e a minha antena de ligação à actualidade já me diz que atingi o limite. Pessoal, por muito que todos gostássemos, alguém acredita mesmo que vamos ganhar o Mundial? Ou que vamos repetir a proeza do Euro 2004?
Eu não sou pessimista mas não estou muito crente...
E iniciativas como a bandeira da mulherada só tornam a coisa pior. Mas quem é que se mete num trânsito infernal num sábado a tarde com uma temperatura que acaba com qualquer protector solar factor 50 para formar uma bandeira?
Não há paciência para tanta notícia sobre o Ronaldo e Figo e companhia. No meio de todas as coisas que se dizem da selecção, interessou-me particularmente uma reportagem sobre o que é que os jogadores levavam na mala para o estágio. O Nuno Gomes e o Petit, criaturas inocentes nestas andanças da comunicação social disseram que levavam o novo filme da Sharon Stone, ora o dito cujo ainda não está disponível em DVD. Quem gostou de ouvir tais declarações foi a PJ que quis saber como é que o filme foi parar à malinha do Nuno Gomes...
Já estou a ver a notícia: Mulherada da bandeira manifesta-se na PJ exigindo libertação de Nuno Gomes, preso após terem sido descobertos 1000 filmes piratas nas suas várias residências.
Não tendo eu paciência para notícias sobre futebol, fico extremamente preocupada quando penso que ainda nem começou o Mundial e a minha antena de ligação à actualidade já me diz que atingi o limite. Pessoal, por muito que todos gostássemos, alguém acredita mesmo que vamos ganhar o Mundial? Ou que vamos repetir a proeza do Euro 2004?
Eu não sou pessimista mas não estou muito crente...
E iniciativas como a bandeira da mulherada só tornam a coisa pior. Mas quem é que se mete num trânsito infernal num sábado a tarde com uma temperatura que acaba com qualquer protector solar factor 50 para formar uma bandeira?
Não há paciência para tanta notícia sobre o Ronaldo e Figo e companhia. No meio de todas as coisas que se dizem da selecção, interessou-me particularmente uma reportagem sobre o que é que os jogadores levavam na mala para o estágio. O Nuno Gomes e o Petit, criaturas inocentes nestas andanças da comunicação social disseram que levavam o novo filme da Sharon Stone, ora o dito cujo ainda não está disponível em DVD. Quem gostou de ouvir tais declarações foi a PJ que quis saber como é que o filme foi parar à malinha do Nuno Gomes...
Já estou a ver a notícia: Mulherada da bandeira manifesta-se na PJ exigindo libertação de Nuno Gomes, preso após terem sido descobertos 1000 filmes piratas nas suas várias residências.
sexta-feira, maio 19
Lisboa
Quando me meti pela primeira vez num autocarro da Rede Expressos rumo a Lisboa, não sabia o que me esperava. Achei a viagem horrivel e interminável. Pensei logo que não conseguiria aguentar aquilo por muito tempo, aquela distância física e psicológica das minhas verdadeiras raízes.
Primeiro tudo me parecia mau. Uma casa feia, numa zona que eu não sabia muito bem se era central, se era manhosa. Andava na rua desconfiada, a olhar para tras. Não me aventurava muito em sitios que não conhecia.
Depois comecei a ter uma rotina. A ter que ir trabalhar para sitios que eu não fazia a minima ideia onde ficavam. E comecei a alargar os meus horizontes. E a entranhar a cidade.
E depois de viagens Viseu-Lisboa que já perdi de conta e de percorrer estas ruas a pé e de taxi. E depois de dois anos a desenrascar-me, a conquistar o meu espaço aqui, a enraizar-me no meio dos outros desconhecidos, chego à conclusão de que gosto muito de fazer parte desta cidade... sabe bem sentir que nos conseguimos adaptar...
Primeiro tudo me parecia mau. Uma casa feia, numa zona que eu não sabia muito bem se era central, se era manhosa. Andava na rua desconfiada, a olhar para tras. Não me aventurava muito em sitios que não conhecia.
Depois comecei a ter uma rotina. A ter que ir trabalhar para sitios que eu não fazia a minima ideia onde ficavam. E comecei a alargar os meus horizontes. E a entranhar a cidade.
E depois de viagens Viseu-Lisboa que já perdi de conta e de percorrer estas ruas a pé e de taxi. E depois de dois anos a desenrascar-me, a conquistar o meu espaço aqui, a enraizar-me no meio dos outros desconhecidos, chego à conclusão de que gosto muito de fazer parte desta cidade... sabe bem sentir que nos conseguimos adaptar...
quinta-feira, maio 18
Actualização do estado de humor...
Ando alheada de mim mesma. Sem me dar atenção, descurando o que se passa e quem está à minha volta. Não tenho já paciência para as mesmas coisas e tenho a sensação de que me deixei levar pela rotina e pelo trabalho.
Maio é um mês para esquecer. O trabalho entranhou-se de tal modo nos poros da minha pele que nem o banho, ao final do dia, mo tira do corpo.
Não há um único dia em que não espirre pelo menos umas 50 vezes e gaste os 100 lenços de papel que trago na carteira. Malditas alergias. Ontem, depois de 12 horas de crise no Dia do Iogurte caí na cama e mal respirava tal o grau de obstrução das vias nasais. Foi tal o desespero que até um Zirtec fora da validade tomei...
Tenho dois casamentos nos próximos 20 dias. Preciso de ir às compras e nem vontade tenho para isso. Trabalhar é bom para não gastarmos dinheiro. Estamos tão ocupados que nem pensamos em gastar. Há umas 3 semanas que não vejo o meu saldo bancário, só pode ser bom sinal...
Tenho a vida toda à minha frente e não consigo fugir do que me prende aqui. Como é que se faz para não sermos só o que fazemos no dia-a-dia?
Maio é um mês para esquecer. O trabalho entranhou-se de tal modo nos poros da minha pele que nem o banho, ao final do dia, mo tira do corpo.
Não há um único dia em que não espirre pelo menos umas 50 vezes e gaste os 100 lenços de papel que trago na carteira. Malditas alergias. Ontem, depois de 12 horas de crise no Dia do Iogurte caí na cama e mal respirava tal o grau de obstrução das vias nasais. Foi tal o desespero que até um Zirtec fora da validade tomei...
Tenho dois casamentos nos próximos 20 dias. Preciso de ir às compras e nem vontade tenho para isso. Trabalhar é bom para não gastarmos dinheiro. Estamos tão ocupados que nem pensamos em gastar. Há umas 3 semanas que não vejo o meu saldo bancário, só pode ser bom sinal...
Tenho a vida toda à minha frente e não consigo fugir do que me prende aqui. Como é que se faz para não sermos só o que fazemos no dia-a-dia?
quarta-feira, abril 26
home sweet money
Nada de novo no horizonte.
O trabalho ganha volume de tal forma que sinto que está para breve o momento em que vou ser levada por uma tromba de água. E vou demorar um mês a vir à superfície!
Fui finalmente ao banco informar-me sobre as possibilidades de endividamento. E não ouvi nada que já não soubesse, quer compre uma barraca em Chelas ou um pequeno palácio na Expo a situação é a mesma, há 100% de probabilidades de eu só ter a casa paga quando for muito velhinha (ainda que mantendo o charme, claro) de nos próximos 40 anos ter apenas dinheiro para comer e pouco mais. Acabaram-se as loucuras na Zara e as malas da Parfois e os cremes e tónicos para tudo e mais alguma coisa.
Uma pessoa acredita que até ganha um salário jeitosinho, que tem poder de compra, que consegue aguentar-se, apesar da crise, mas um gerente de banco troca-nos logo os planos. E de um momento para o outro sentimo-nos as pessoas mais pobres do mundo...
O trabalho ganha volume de tal forma que sinto que está para breve o momento em que vou ser levada por uma tromba de água. E vou demorar um mês a vir à superfície!
Fui finalmente ao banco informar-me sobre as possibilidades de endividamento. E não ouvi nada que já não soubesse, quer compre uma barraca em Chelas ou um pequeno palácio na Expo a situação é a mesma, há 100% de probabilidades de eu só ter a casa paga quando for muito velhinha (ainda que mantendo o charme, claro) de nos próximos 40 anos ter apenas dinheiro para comer e pouco mais. Acabaram-se as loucuras na Zara e as malas da Parfois e os cremes e tónicos para tudo e mais alguma coisa.
Uma pessoa acredita que até ganha um salário jeitosinho, que tem poder de compra, que consegue aguentar-se, apesar da crise, mas um gerente de banco troca-nos logo os planos. E de um momento para o outro sentimo-nos as pessoas mais pobres do mundo...
terça-feira, abril 18
o texto que se segue não faz sentido nenhum...
Acabo as noites sempre da mesma maneira. Um complemento do trabalho. Uma perninha que faço para me lembrar do jornalismo e para ganhar mais uns trocos.
A Primavera confunde-me. Acordo de manhã e nunca sei o que vestir. Olho para o armário com vontade de escolher um top mas o tempo ainda não convida e opto sempre pelas camisas...
Continuo com vontade de mudar de casa, mas sem tempo para a procurar. Lembro-me todos os dias da necessidade imperativa de ter um espaço só meu quando ouço uma chave a rodar na fechadura sem saber quem será. Mas já nem sei o quero e o que posso. Sabem quando fixamos a ideia numa coisa de tal modo que não vemos as outras possibilidades à nossa volta?
Sinto-me assim em tudo.
Escrevo sempre sobre os mesmos temas.
De manhã acabo por vestir sempre as mesmas coisas porque tenho sono e pressa e não me apetece estar a fazer novas combinações.
O trabalho corre bem, mas desde que me instalei que deixei de abrir a janela e procurar novas possibilidades.
O mundo é um lugar estranho. Nunca chegamos a fazer parte dele verdadeiramente. Vamos criando raízes nos sitios sem nunca nos enraizarmos porque nunca estaremos suficientemente bem para o fazer.
Tenho a noção de que entro nas portas que já estão abertas à minha passagem e mesmo tendo a chave de outras tantas, nunca as chego a abrir porque não me apetece procurar o buraco da fechadura...
A Primavera confunde-me. Acordo de manhã e nunca sei o que vestir. Olho para o armário com vontade de escolher um top mas o tempo ainda não convida e opto sempre pelas camisas...
Continuo com vontade de mudar de casa, mas sem tempo para a procurar. Lembro-me todos os dias da necessidade imperativa de ter um espaço só meu quando ouço uma chave a rodar na fechadura sem saber quem será. Mas já nem sei o quero e o que posso. Sabem quando fixamos a ideia numa coisa de tal modo que não vemos as outras possibilidades à nossa volta?
Sinto-me assim em tudo.
Escrevo sempre sobre os mesmos temas.
De manhã acabo por vestir sempre as mesmas coisas porque tenho sono e pressa e não me apetece estar a fazer novas combinações.
O trabalho corre bem, mas desde que me instalei que deixei de abrir a janela e procurar novas possibilidades.
O mundo é um lugar estranho. Nunca chegamos a fazer parte dele verdadeiramente. Vamos criando raízes nos sitios sem nunca nos enraizarmos porque nunca estaremos suficientemente bem para o fazer.
Tenho a noção de que entro nas portas que já estão abertas à minha passagem e mesmo tendo a chave de outras tantas, nunca as chego a abrir porque não me apetece procurar o buraco da fechadura...
domingo, abril 9
Quem vai ao IKEA quer casa...
Ir ao IKEA é o pior erro para quem não tem casa própria. Temos vontade de comprar tudo o que vemos à nossa frente e o entusiasmo esvai-se ao pensar que não temos sítio só nosso para por o que quer que seja. Ainda assim não resiti em comprar mais uns objectos para o meu quartinho que está agora cheio como um ovo..cheio de pequenas coisas que me fazem sentir em casa, apesar de tudo...
Hoje foi dia de mais uma visita a uma casa à venda. De longe a melhor de todas as que vi até agora, com o Tejo à espreita em todas as janelas... Mas eu sou de facto esquisita e muito mesquinha nos pormenores, tenho que confessar. Estou a espera de encontrar uma casa que eu sinta que tenha a ver comigo e isso ainda não aconteceu...
Hoje foi dia de mais uma visita a uma casa à venda. De longe a melhor de todas as que vi até agora, com o Tejo à espreita em todas as janelas... Mas eu sou de facto esquisita e muito mesquinha nos pormenores, tenho que confessar. Estou a espera de encontrar uma casa que eu sinta que tenha a ver comigo e isso ainda não aconteceu...
quarta-feira, abril 5
Em casa partilhada....
Sabem quando é que sabemos que não dá mais para viver na mesma casa com uma pessoa?
Quando ela nos tira da despensa um rolo de papel higiénico e o esconde no cesto da roupa suja na casa de banho para eu não dar conta que ela mo roubou à socapa.
Custava assim tanto pedir?
Quando ela nos tira da despensa um rolo de papel higiénico e o esconde no cesto da roupa suja na casa de banho para eu não dar conta que ela mo roubou à socapa.
Custava assim tanto pedir?
quarta-feira, março 29
pérolas...

Queria que olhasses fundo nos meus olhos e me fizesses acreditar que o mundo sou eu e que os outros são acessórios. Os outros são uns brincos pirosos que eu tenho porque os comprei por impulso e só os ponho quando, de manhã, saio à pressa de casa sem olhar para eles.
Queria voltar atrás. Dar-te a mão sem motivo e não ter motivos para ta devolver. Saber que aquelas palavras não foram repetidas. Saber que os silêncios dos telefonemas de uma hora não foram uma fórmula ensaiada com outras relações proveta que geraram nada.
Queria perceber porque é que tenho dúvidas se já sabia que os brincos eram pirosos antes de os comprar. E queria perceber porque é que mesmo deixando-os no fundo da caixinha de bijuteria eles permanecem comigo todos os dias desde que os vi na loja...
segunda-feira, março 27
a crack in the wall

As coisas parecem-me estranhas hoje. À luz deste novo dia, o que ontem me disseram ficou atravessado na garganta e ainda não consegui digerir.
Pensamos, acreditamos que somos os únicos no mundo para aquela pessoa e de repente apercebemo-nos de que não é bem assim. Houve outras histórias que entretanto se cruzam com a nossa e ficam ali lado a lado num corredor escuro de paredes forradas a segredo...
E nós somos mais um no corredor. Entramos e saímos das divisões da casa e cruzamo-nos uns com os outros. Vamos até ao quarto quando queremos estar sozinhos, vamos para a sala quando queremos falar um pouco com os outros. No fundo, nunca nos separamos dos outros, carregamos todas as histórias às costas e arrastamo-las para as relações que temos hoje partilhando corredores que quería só para nós...
segunda-feira, março 20
Um dia no trabalho
Começou hoje mais uma daquelas semanas... Uma conferência prevista, outra que nos cai em cima na véspera e nos estraga os planos todos.
Quando era jornalista, no ano passado para ser mais precisa, pensava sinceramente que nas agências de comunicação não se fazia grande coisa. Fazia-se um muito babysitting aos jornalistas, faziam-se uns telefonemas, trocavam-se uns argumentos e a coisa ficava por ali. As raparigas que faziam gabinete de imprensa e que nos recebiam em congressos e nas conferências de imprensa pareciam sempre impecáveis e bem dispostas.
A experiência no terreno mostrou-me o outro lado. Fazem-se muitos telefonemas, porque tem que ser, muitas vezes ouvimos coisas que não gostamos e temos que engolir. Escrevem-se muitos press releases e muita informação de agenda e inventa-se muita citação. E depois ainda temos que guardar o nosso melhor sorriso para o dia do evento, lindas e simpáticas como nunca vistas.
E há alturas, como hoje, em que se trabalha em paralelo dois assuntos diferentes, e é dificil passar as duas mensagens aos mesmos jornalistas.
Há dias, como hoje em que os 3 telefones tocam ao mesmo tempo e não temos respostas para tudo e parece que damos em doidos...
Há noites, como esta, em que chegamos a casa e só queremos mesmo dormir...
Quando era jornalista, no ano passado para ser mais precisa, pensava sinceramente que nas agências de comunicação não se fazia grande coisa. Fazia-se um muito babysitting aos jornalistas, faziam-se uns telefonemas, trocavam-se uns argumentos e a coisa ficava por ali. As raparigas que faziam gabinete de imprensa e que nos recebiam em congressos e nas conferências de imprensa pareciam sempre impecáveis e bem dispostas.
A experiência no terreno mostrou-me o outro lado. Fazem-se muitos telefonemas, porque tem que ser, muitas vezes ouvimos coisas que não gostamos e temos que engolir. Escrevem-se muitos press releases e muita informação de agenda e inventa-se muita citação. E depois ainda temos que guardar o nosso melhor sorriso para o dia do evento, lindas e simpáticas como nunca vistas.
E há alturas, como hoje, em que se trabalha em paralelo dois assuntos diferentes, e é dificil passar as duas mensagens aos mesmos jornalistas.
Há dias, como hoje em que os 3 telefones tocam ao mesmo tempo e não temos respostas para tudo e parece que damos em doidos...
Há noites, como esta, em que chegamos a casa e só queremos mesmo dormir...
quarta-feira, março 15
Tv is back in the house
É oficial, voltei a ser uma telespectadora.
A Worten enviou-me um sms a informar que o meu aparelho já estava disponível para levantamento e lá fui eu toda contente levantar a dita cuja.
Já está ali em cima da estante a passar as mesmas porcarias de sempre...Ao menos sempre dá movimento ao quarto...
A Worten enviou-me um sms a informar que o meu aparelho já estava disponível para levantamento e lá fui eu toda contente levantar a dita cuja.
Já está ali em cima da estante a passar as mesmas porcarias de sempre...Ao menos sempre dá movimento ao quarto...
terça-feira, março 14
Meme
«Cada bloguista participante tem de enunciar cinco manias suas, hábitos muito pessoais que os diferenciem do comum dos mortais. E além de dar ao público conhecimento dessas particularidades, tem de escolher cinco outros bloguistas para entrarem, igualmente, no jogo, não se esquecendo de deixar nos respectivos blogs aviso do ‘recrutamento’. Ademais, cada participante deve reproduzir este ‘regulamento’ no seu blog.»
Levada na onda dos meme (obrigada mary pela convocatória)deixo aqui cinco little things sobre mim:
1. Tenho um problema com as gavetas e as portas dos armários. Abro-as, mas nunca as fecho logo a seguir. Às vezes dou por mim na cozinha com os armários todos escancarados.
2. Quando quero comprar uns sapatos, por exemplo, tenho que ir a todas as lojas do shopping ver todos os modelos disponíveis e só depois optar por um par. Tenho que ter a certeza que comprei os mais giros, para não correr o risco de me arrepender 5 minutos depois.
3. Detesto que me mexam no cabelo, aquele mexer tipo acariciar. Para a maior parte dos comuns mortais é agradável ter alguém a fazer-nos festinhas, mas eu não suporto tal coisa. O meu cabelinho é sagrado e não quero outras mãos, que não as minhas, por aqui a passearem-se (excepção feitas às mãos das minhas duas cabeleireiras lindas).
4. Sou viciada em fruta. Dos morangos, às papaias, passando pelas bananas e pelos melões, pelos kiwis e pelos pessegos, gosto de tudo. E posso ter a dispensa vazia mas a fruteira tem que estar sempre recheada. Tenho sempre quilos de fruta variada em casa.
5. Quando está muito frio não sou capaz de dormir se sentir que as minhas costas não estão completamente tapadas com os cobertores. Mesmo que estejam levantados apenas 2 milimetros, eu sinto. Gosto da roupinha toda muito aconchegadinha.
E depois das minhas manias, as deles...
1. Edelweiss
2. Marco Mendes Velho
3. Amor Maior
4. Tasquinha
5. (I)literacias
Levada na onda dos meme (obrigada mary pela convocatória)deixo aqui cinco little things sobre mim:
1. Tenho um problema com as gavetas e as portas dos armários. Abro-as, mas nunca as fecho logo a seguir. Às vezes dou por mim na cozinha com os armários todos escancarados.
2. Quando quero comprar uns sapatos, por exemplo, tenho que ir a todas as lojas do shopping ver todos os modelos disponíveis e só depois optar por um par. Tenho que ter a certeza que comprei os mais giros, para não correr o risco de me arrepender 5 minutos depois.
3. Detesto que me mexam no cabelo, aquele mexer tipo acariciar. Para a maior parte dos comuns mortais é agradável ter alguém a fazer-nos festinhas, mas eu não suporto tal coisa. O meu cabelinho é sagrado e não quero outras mãos, que não as minhas, por aqui a passearem-se (excepção feitas às mãos das minhas duas cabeleireiras lindas).
4. Sou viciada em fruta. Dos morangos, às papaias, passando pelas bananas e pelos melões, pelos kiwis e pelos pessegos, gosto de tudo. E posso ter a dispensa vazia mas a fruteira tem que estar sempre recheada. Tenho sempre quilos de fruta variada em casa.
5. Quando está muito frio não sou capaz de dormir se sentir que as minhas costas não estão completamente tapadas com os cobertores. Mesmo que estejam levantados apenas 2 milimetros, eu sinto. Gosto da roupinha toda muito aconchegadinha.
E depois das minhas manias, as deles...
1. Edelweiss
2. Marco Mendes Velho
3. Amor Maior
4. Tasquinha
5. (I)literacias
sexta-feira, março 10
Ele tinha razão...

Quando há 4 anos, entrei numa barraquinha de um cartomante, numa daquelas feiras do oculto de centro comercial, e o bruxo me perguntou se eu estava no curso que queria e se tinha a certeza que era o aquilo que queria seguir, virei-me para ele indignada e disso: "ó meu amigo, é a única certeza que tenho na vida". Bastaram uns aninhos para não sentir o mesmo. O homem tinha razão quando disse que a minha vida ia dar uma reviracolta em termos profissionais. E deu.
Ontem dei por mim em plena ModaLisboa a barrar a entrada a vips na conferência de imprensa que EU tinha organizado! A conferência reunia várias mulheres conhecidas que se juntaram à Associação Laço para lançar a campanha - Fashion Targets Breast Cancer (o Cancro da Mama no Alvo da Moda) - que basicamente consiste na venda de t-shirts com um alvo desenhado (símbolo criado em 1994 por Ralph Lauren e que ficou para sempre associado ao cancro da mama).
Enquanto os jornalistas se atropelavam para falar com as mil e uma meninas lindas e altérrimas que por ali andavam com a nossa t-shirt vestida eu observava quieta e comentava com a minha colega: "esta é a prova do sucesso do nosso trabalho, não somos precisas para nada, está tudo a acontecer, naturalmente". Desde Dezembro que andávamos a preparar aquele momento: dias e dias de reuniões, tardes de contactos e argumentos. E depois daquelas duas horas em que tudo se decide, fica apenas a sensação de que valeu a pena, e de que, apesar do cansaço, estamos prontas para outra! E acho que é a isto se chama gostar do que de faz...
PS. Já agora as t-shirts vão estar a venda a partir de segunda feira numa loja Lanidor perto de si...
Subscrever:
Mensagens (Atom)