domingo, junho 18

Crónica de um final de férias

Se tiver em conta a tempestade que tomou conta do país na semana que passou, até que as minhas férias não foram más. Mas desta vez o corpinho ao sol e o livrinho na mão foram ameaçados diariamente por nuvens carregadas que teimavam em baixar a temperatura e esconder o sol...
Aliás eu nunca passei tanto tempo a olhar para o céu, a tentar perceber o movimento das nuvens e a chegada da chuva. Mas eu que sou uma pessoa aventureira e que não sai da praia a não ser que seja levada por um tufão, posso assegurar-vos que tomar um banho de mar quando caem os primeiros pingos de uma tromba de água é delicioso...

Amanhã é dia de regresso ao trabalho e às velhas rotinas.
Mas esta pausa serviu para pensar nas prioridades e para pensar em começar algo de novo...

terça-feira, maio 23

Futebol..

A minha relação com o futebol é assim um misto de indiferença e desprezo. Não tenho clube, não me importo com campeonatos e quero distância de conversas sobre transferências de jogadores e treinadores.

Não tendo eu paciência para notícias sobre futebol, fico extremamente preocupada quando penso que ainda nem começou o Mundial e a minha antena de ligação à actualidade já me diz que atingi o limite. Pessoal, por muito que todos gostássemos, alguém acredita mesmo que vamos ganhar o Mundial? Ou que vamos repetir a proeza do Euro 2004?

Eu não sou pessimista mas não estou muito crente...
E iniciativas como a bandeira da mulherada só tornam a coisa pior. Mas quem é que se mete num trânsito infernal num sábado a tarde com uma temperatura que acaba com qualquer protector solar factor 50 para formar uma bandeira?

Não há paciência para tanta notícia sobre o Ronaldo e Figo e companhia. No meio de todas as coisas que se dizem da selecção, interessou-me particularmente uma reportagem sobre o que é que os jogadores levavam na mala para o estágio. O Nuno Gomes e o Petit, criaturas inocentes nestas andanças da comunicação social disseram que levavam o novo filme da Sharon Stone, ora o dito cujo ainda não está disponível em DVD. Quem gostou de ouvir tais declarações foi a PJ que quis saber como é que o filme foi parar à malinha do Nuno Gomes...

Já estou a ver a notícia: Mulherada da bandeira manifesta-se na PJ exigindo libertação de Nuno Gomes, preso após terem sido descobertos 1000 filmes piratas nas suas várias residências.

sexta-feira, maio 19

Lisboa

Quando me meti pela primeira vez num autocarro da Rede Expressos rumo a Lisboa, não sabia o que me esperava. Achei a viagem horrivel e interminável. Pensei logo que não conseguiria aguentar aquilo por muito tempo, aquela distância física e psicológica das minhas verdadeiras raízes.
Primeiro tudo me parecia mau. Uma casa feia, numa zona que eu não sabia muito bem se era central, se era manhosa. Andava na rua desconfiada, a olhar para tras. Não me aventurava muito em sitios que não conhecia.
Depois comecei a ter uma rotina. A ter que ir trabalhar para sitios que eu não fazia a minima ideia onde ficavam. E comecei a alargar os meus horizontes. E a entranhar a cidade.

E depois de viagens Viseu-Lisboa que já perdi de conta e de percorrer estas ruas a pé e de taxi. E depois de dois anos a desenrascar-me, a conquistar o meu espaço aqui, a enraizar-me no meio dos outros desconhecidos, chego à conclusão de que gosto muito de fazer parte desta cidade... sabe bem sentir que nos conseguimos adaptar...

quinta-feira, maio 18

Actualização do estado de humor...

Ando alheada de mim mesma. Sem me dar atenção, descurando o que se passa e quem está à minha volta. Não tenho já paciência para as mesmas coisas e tenho a sensação de que me deixei levar pela rotina e pelo trabalho.

Maio é um mês para esquecer. O trabalho entranhou-se de tal modo nos poros da minha pele que nem o banho, ao final do dia, mo tira do corpo.
Não há um único dia em que não espirre pelo menos umas 50 vezes e gaste os 100 lenços de papel que trago na carteira. Malditas alergias. Ontem, depois de 12 horas de crise no Dia do Iogurte caí na cama e mal respirava tal o grau de obstrução das vias nasais. Foi tal o desespero que até um Zirtec fora da validade tomei...

Tenho dois casamentos nos próximos 20 dias. Preciso de ir às compras e nem vontade tenho para isso. Trabalhar é bom para não gastarmos dinheiro. Estamos tão ocupados que nem pensamos em gastar. Há umas 3 semanas que não vejo o meu saldo bancário, só pode ser bom sinal...

Tenho a vida toda à minha frente e não consigo fugir do que me prende aqui. Como é que se faz para não sermos só o que fazemos no dia-a-dia?

quarta-feira, abril 26

home sweet money

Nada de novo no horizonte.
O trabalho ganha volume de tal forma que sinto que está para breve o momento em que vou ser levada por uma tromba de água. E vou demorar um mês a vir à superfície!

Fui finalmente ao banco informar-me sobre as possibilidades de endividamento. E não ouvi nada que já não soubesse, quer compre uma barraca em Chelas ou um pequeno palácio na Expo a situação é a mesma, há 100% de probabilidades de eu só ter a casa paga quando for muito velhinha (ainda que mantendo o charme, claro) de nos próximos 40 anos ter apenas dinheiro para comer e pouco mais. Acabaram-se as loucuras na Zara e as malas da Parfois e os cremes e tónicos para tudo e mais alguma coisa.

Uma pessoa acredita que até ganha um salário jeitosinho, que tem poder de compra, que consegue aguentar-se, apesar da crise, mas um gerente de banco troca-nos logo os planos. E de um momento para o outro sentimo-nos as pessoas mais pobres do mundo...

terça-feira, abril 18

o texto que se segue não faz sentido nenhum...

Acabo as noites sempre da mesma maneira. Um complemento do trabalho. Uma perninha que faço para me lembrar do jornalismo e para ganhar mais uns trocos.
A Primavera confunde-me. Acordo de manhã e nunca sei o que vestir. Olho para o armário com vontade de escolher um top mas o tempo ainda não convida e opto sempre pelas camisas...
Continuo com vontade de mudar de casa, mas sem tempo para a procurar. Lembro-me todos os dias da necessidade imperativa de ter um espaço só meu quando ouço uma chave a rodar na fechadura sem saber quem será. Mas já nem sei o quero e o que posso. Sabem quando fixamos a ideia numa coisa de tal modo que não vemos as outras possibilidades à nossa volta?
Sinto-me assim em tudo.
Escrevo sempre sobre os mesmos temas.
De manhã acabo por vestir sempre as mesmas coisas porque tenho sono e pressa e não me apetece estar a fazer novas combinações.
O trabalho corre bem, mas desde que me instalei que deixei de abrir a janela e procurar novas possibilidades.

O mundo é um lugar estranho. Nunca chegamos a fazer parte dele verdadeiramente. Vamos criando raízes nos sitios sem nunca nos enraizarmos porque nunca estaremos suficientemente bem para o fazer.
Tenho a noção de que entro nas portas que já estão abertas à minha passagem e mesmo tendo a chave de outras tantas, nunca as chego a abrir porque não me apetece procurar o buraco da fechadura...

domingo, abril 9

Quem vai ao IKEA quer casa...

Ir ao IKEA é o pior erro para quem não tem casa própria. Temos vontade de comprar tudo o que vemos à nossa frente e o entusiasmo esvai-se ao pensar que não temos sítio só nosso para por o que quer que seja. Ainda assim não resiti em comprar mais uns objectos para o meu quartinho que está agora cheio como um ovo..cheio de pequenas coisas que me fazem sentir em casa, apesar de tudo...

Hoje foi dia de mais uma visita a uma casa à venda. De longe a melhor de todas as que vi até agora, com o Tejo à espreita em todas as janelas... Mas eu sou de facto esquisita e muito mesquinha nos pormenores, tenho que confessar. Estou a espera de encontrar uma casa que eu sinta que tenha a ver comigo e isso ainda não aconteceu...

quarta-feira, abril 5

Em casa partilhada....

Sabem quando é que sabemos que não dá mais para viver na mesma casa com uma pessoa?
Quando ela nos tira da despensa um rolo de papel higiénico e o esconde no cesto da roupa suja na casa de banho para eu não dar conta que ela mo roubou à socapa.

Custava assim tanto pedir?

quarta-feira, março 29

pérolas...



Queria que olhasses fundo nos meus olhos e me fizesses acreditar que o mundo sou eu e que os outros são acessórios. Os outros são uns brincos pirosos que eu tenho porque os comprei por impulso e só os ponho quando, de manhã, saio à pressa de casa sem olhar para eles.

Queria voltar atrás. Dar-te a mão sem motivo e não ter motivos para ta devolver. Saber que aquelas palavras não foram repetidas. Saber que os silêncios dos telefonemas de uma hora não foram uma fórmula ensaiada com outras relações proveta que geraram nada.

Queria perceber porque é que tenho dúvidas se já sabia que os brincos eram pirosos antes de os comprar. E queria perceber porque é que mesmo deixando-os no fundo da caixinha de bijuteria eles permanecem comigo todos os dias desde que os vi na loja...

segunda-feira, março 27

a crack in the wall



As coisas parecem-me estranhas hoje. À luz deste novo dia, o que ontem me disseram ficou atravessado na garganta e ainda não consegui digerir.
Pensamos, acreditamos que somos os únicos no mundo para aquela pessoa e de repente apercebemo-nos de que não é bem assim. Houve outras histórias que entretanto se cruzam com a nossa e ficam ali lado a lado num corredor escuro de paredes forradas a segredo...
E nós somos mais um no corredor. Entramos e saímos das divisões da casa e cruzamo-nos uns com os outros. Vamos até ao quarto quando queremos estar sozinhos, vamos para a sala quando queremos falar um pouco com os outros. No fundo, nunca nos separamos dos outros, carregamos todas as histórias às costas e arrastamo-las para as relações que temos hoje partilhando corredores que quería só para nós...

segunda-feira, março 20

Um dia no trabalho

Começou hoje mais uma daquelas semanas... Uma conferência prevista, outra que nos cai em cima na véspera e nos estraga os planos todos.
Quando era jornalista, no ano passado para ser mais precisa, pensava sinceramente que nas agências de comunicação não se fazia grande coisa. Fazia-se um muito babysitting aos jornalistas, faziam-se uns telefonemas, trocavam-se uns argumentos e a coisa ficava por ali. As raparigas que faziam gabinete de imprensa e que nos recebiam em congressos e nas conferências de imprensa pareciam sempre impecáveis e bem dispostas.
A experiência no terreno mostrou-me o outro lado. Fazem-se muitos telefonemas, porque tem que ser, muitas vezes ouvimos coisas que não gostamos e temos que engolir. Escrevem-se muitos press releases e muita informação de agenda e inventa-se muita citação. E depois ainda temos que guardar o nosso melhor sorriso para o dia do evento, lindas e simpáticas como nunca vistas.
E há alturas, como hoje, em que se trabalha em paralelo dois assuntos diferentes, e é dificil passar as duas mensagens aos mesmos jornalistas.
Há dias, como hoje em que os 3 telefones tocam ao mesmo tempo e não temos respostas para tudo e parece que damos em doidos...
Há noites, como esta, em que chegamos a casa e só queremos mesmo dormir...

quarta-feira, março 15

Tv is back in the house

É oficial, voltei a ser uma telespectadora.
A Worten enviou-me um sms a informar que o meu aparelho já estava disponível para levantamento e lá fui eu toda contente levantar a dita cuja.
Já está ali em cima da estante a passar as mesmas porcarias de sempre...Ao menos sempre dá movimento ao quarto...

terça-feira, março 14

Meme

«Cada bloguista participante tem de enunciar cinco manias suas, hábitos muito pessoais que os diferenciem do comum dos mortais. E além de dar ao público conhecimento dessas particularidades, tem de escolher cinco outros bloguistas para entrarem, igualmente, no jogo, não se esquecendo de deixar nos respectivos blogs aviso do ‘recrutamento’. Ademais, cada participante deve reproduzir este ‘regulamento’ no seu blog.»

Levada na onda dos meme (obrigada mary pela convocatória)deixo aqui cinco little things sobre mim:

1. Tenho um problema com as gavetas e as portas dos armários. Abro-as, mas nunca as fecho logo a seguir. Às vezes dou por mim na cozinha com os armários todos escancarados.

2. Quando quero comprar uns sapatos, por exemplo, tenho que ir a todas as lojas do shopping ver todos os modelos disponíveis e só depois optar por um par. Tenho que ter a certeza que comprei os mais giros, para não correr o risco de me arrepender 5 minutos depois.

3. Detesto que me mexam no cabelo, aquele mexer tipo acariciar. Para a maior parte dos comuns mortais é agradável ter alguém a fazer-nos festinhas, mas eu não suporto tal coisa. O meu cabelinho é sagrado e não quero outras mãos, que não as minhas, por aqui a passearem-se (excepção feitas às mãos das minhas duas cabeleireiras lindas).

4. Sou viciada em fruta. Dos morangos, às papaias, passando pelas bananas e pelos melões, pelos kiwis e pelos pessegos, gosto de tudo. E posso ter a dispensa vazia mas a fruteira tem que estar sempre recheada. Tenho sempre quilos de fruta variada em casa.

5. Quando está muito frio não sou capaz de dormir se sentir que as minhas costas não estão completamente tapadas com os cobertores. Mesmo que estejam levantados apenas 2 milimetros, eu sinto. Gosto da roupinha toda muito aconchegadinha.

E depois das minhas manias, as deles...
1. Edelweiss
2. Marco Mendes Velho
3. Amor Maior
4. Tasquinha
5. (I)literacias

sexta-feira, março 10

Ele tinha razão...



Quando há 4 anos, entrei numa barraquinha de um cartomante, numa daquelas feiras do oculto de centro comercial, e o bruxo me perguntou se eu estava no curso que queria e se tinha a certeza que era o aquilo que queria seguir, virei-me para ele indignada e disso: "ó meu amigo, é a única certeza que tenho na vida". Bastaram uns aninhos para não sentir o mesmo. O homem tinha razão quando disse que a minha vida ia dar uma reviracolta em termos profissionais. E deu.

Ontem dei por mim em plena ModaLisboa a barrar a entrada a vips na conferência de imprensa que EU tinha organizado! A conferência reunia várias mulheres conhecidas que se juntaram à Associação Laço para lançar a campanha - Fashion Targets Breast Cancer (o Cancro da Mama no Alvo da Moda) - que basicamente consiste na venda de t-shirts com um alvo desenhado (símbolo criado em 1994 por Ralph Lauren e que ficou para sempre associado ao cancro da mama).

Enquanto os jornalistas se atropelavam para falar com as mil e uma meninas lindas e altérrimas que por ali andavam com a nossa t-shirt vestida eu observava quieta e comentava com a minha colega: "esta é a prova do sucesso do nosso trabalho, não somos precisas para nada, está tudo a acontecer, naturalmente". Desde Dezembro que andávamos a preparar aquele momento: dias e dias de reuniões, tardes de contactos e argumentos. E depois daquelas duas horas em que tudo se decide, fica apenas a sensação de que valeu a pena, e de que, apesar do cansaço, estamos prontas para outra! E acho que é a isto se chama gostar do que de faz...

PS. Já agora as t-shirts vão estar a venda a partir de segunda feira numa loja Lanidor perto de si...

terça-feira, fevereiro 28

Frida Kahlo

Ao contrário do que poderíamos todos fazer Frida Kahlo, a pintora mexicana conhecida por ter as sobrancelhas juntas e bigode, auto-retratava-se tal como era, salientando até os seus defeitos. A vida e obra desta pintora estão em exposição no CCB até Maio.
Levada por algum fascínio e curiosidade, lá fui eu no sábado, dia a seguir à abertura da exposiçao ao público, ao CCB. Chovia a cantaros, potes, choviam rios de água. As botas que trazia calçadas apertaram-me o pé esquerdo de tal modo que me fizeram calo (nada mais apropriado) e tive que andar o tempo todo em bicos de pés. Mas, não havia fila para comprar bilhetes e lá fui eu. Esperei dez minutos para entrar. Vi a placa que dizia que só deixavam entrar 150 visitantes de cada vez. E eu pensei, "bolas, a sala deve ser muito grande para 150 pessoas conseguirem circular e ver a exposição em condições". Ilusões... a sala não era assim tão grande, as obras estavam distribuídas por divisórias dentro da mesma sala e dei por mim em filinhas sucessivas para conseguir ler as legendas e ver de perto os prmenores da obra Unos cuantos piquetitos ou Auto-retrato com macaco (nem vi bem o macaco).
Exceptuando todas estas condicionantes a exposição vale a pena, não apenas pelas obras expostas, confesso que esperava mais, mas pela reconstrução em fotos dos grandes momentos da vida de Frida.
E os três Pastéis de Belém salvaram a tarde...

quarta-feira, fevereiro 22

video killed the radio star

Ter televisão é uma coisa engraçada, habituamo-nos de tal modo a ela que mesmo que não estejamos a prestar atenção sentimos a necessidade de a ter ligada.
Depois de muito ponderar lá decidi ir de televisor em braços até à Worten. Por sorte o aparelho ainda estava na garantia e mais sorte ainda tive em ter guardado o recibo de compra que serve de factura. Eles fazem de propósito porque sabem que ninguém guarda os talões das compras, enfim...
Na assistencia ao cliente, sempre muito eficiente, disseram-me que dentro de 30 dias me telefonavam para eu ir buscar o aparelho. Ora, perante este cenário sinto que estou perante duas realidades que se me impoem: ou me esqueço entretanto que tenho televisão e que preciso dela e faço a minha vidinha normal a ouvir o indigente da antena 3 todas as noites e a adormecer com o oceano pacífico, ou desgraço o orçamento de vez e compro uma nova, daquelas flat pannel...e quando vier a outra compro um canário e faço dela uma gaiola...

terça-feira, fevereiro 21

Estado de espírito

Nova banda sonora neste meu espaço de desabafos, de visões e cegueiras momentâneas.
Estou cansada. Tive mais um fim de semana para esquecer, chuva, raios e trovões, árvores caídas na estrada onde conduzia, pouco tempo para estar com quem passo tempo quase nenhum.
A gripe foi-se, mas o dente do ciso resolveu nascer com toda a força e romper a gengiva de tal modo que mal consigo abrir a boca. Só pode querer dizer que nunca tive tanto juizo como agora!
Tenho uma semana cheia de reuniões e eventos para mediatizar. O que me confronta sempre com o nervoso miudinho e o stress e um camião tir a fazer pressão sobre as minhas costas a lembrar-me que é preciso ter muitos jornalistas, é preciso convidá-los, convencê-los, levá-los lá, fazê-los escrever. São os dois minutos na tv, e as três linhas nos jornais que servem para avaliar o meu trabalho...

sexta-feira, fevereiro 17

o descanso da deusa

Chega ao fim uma semana que espremeu o meu corpinho e a minha mente como se de uma laranja se tratasse. Como se o volume de trabalho não fosse suficiente as dores de garganta e a gripe resolveram juntar-se à festa para piorar as coisas.
Sinto-me exausta! Completamente incapaz de fazer seja o que for.
Resta-me uma viagem de comboio até o norte do país e um fim-de-semana cheio de nada para fazer...

segunda-feira, fevereiro 13

O jornalismo perdeu as histórias

A comunicação e o jornalismo no nosso país chegaram a tal ponto que a condição para se fazer notícia de uma acção de rasteios cardiovasculares à população lisboeta, e lembro que as doenças cardiovasculares são a principal causa de morte em Portugal, é a pesença dos chamados vips.
Traduzo: a presença de Isabel Angelino e José Figueiras, por exemplo, tem mais importância para os dois jornais mais vendidos no nosso país do que a presença de médicos e técnicos de cardiopneumologia em plena Praça da Figueira a ensinar a população sobre como evitar que a gordura que ingerem lhes entupa as artérias e lhes provoque a morte.

E eu pergunto-me: que raio de país é este que só vende jornais pelas caras das pessoas que traz na primeira página e não pelas histórias que conta?

domingo, fevereiro 12

Have a nice week

Resumo de um fim-de-semana em Lisboa:

- passei a noite de sexta-feira enfiada no quarto a trabalhar com o portátil à frente;

- no sábado ia a entrar num autocarro no Rossio e vi a mão de um senhor dentro do meu saco. A minha mãe está sempre a dizer-me para eu comprar sacos que tenham um fecho ou qualquer outro mecanismo que permitam isolar o conteúdo, mas eu penso sempre que nunca me acontece a mim. E só não aconteceu porque eu dei conta a tempo. Disse das boas ao homem em frente a toda a gente que estava a espera naquela paragem e ele acabou por esperar pelo próximo autocarro, pois naquele já não conseguia roubar nada.

- O Francisco Louçã foi praticamente meu companheiro do lado na sessão do filme Brokeback Mountain. Já o estou a ver nas próximas semanas a apresentar um projecto de lei a favor do casamento entre homosexuais. Viva o amor sem barreiras, se dois vaqueiros norte amercianos podem, Portugal também pode!! Eu até gostei do filme, é realmente uma bela história de amor, mas que só tem piada porque é entre dois homens. E tenho que confessar que algumas cenas me fizeram um pouco de confusão. Mas é sem dúvida uma forma de, á boa maneira americana, se resolver um tabu. Anda o cinema europeu há anos a fazer filmes do género para trazer a homosexualidade à boca do mundo e Hollywood reolveu a qustão com um só filme que ainda por cima esgota bilhteiras e está nomeado para oito Óscares!

- Hoje, domingo, acrordei mais cedo porque tinha a meu cargo a árdua tarefa de limpar a cozinha e o meu quarto forrado a papel de parede que acumulava pó em todos os malditos cantos. Acabei por fazer umas pequenas mudanças de decoração, mas o resultado não foi muito positivo. O meu lindo candeeiro IKEA ficou incomodado com a mudança de posição e queimou o fusivel, apagando-se de vez. E pior de tudo, a minha TV de 88 euros da worten, com menos de dois anos de uso, resolveu meter reforma antecipada e não me deixa ver coisa alguma. O som ainda ouço mas no lugar das imagens a cores está apenas um écra cinzento.

Domingo à noite refastelada numa cadeira na sala com os pés em cima do aquecedor.
O Herman toca no fundo para conseguir audiências.
Tenho 55 canais da TV Cabo e não consigo ver nenhum programa que agrade...